4 – O Brasil, caso raro entre os paÃses latino-americanos, demonstra o predomÃnio dos civis sobre os militares. Não deu a menor bola para o relatório da Aeronáutica sobre a concorrência, que colocou o Rafale em terceiro lugar e o sueco Grippen em primeiro; militar, aqui, obedece à s ordens do ministro civil, mesmo que o ministro adore vestir uma farda camuflada tamanho GG – XL, certamente fabricada sob medida, para acomodar tanta musculatura.
E, se o Brasil comprou da França um porta-aviões que, em dez anos de operação, passou quatro no estaleiro, por que iria reclamar dos supersônicos?
Lula, já declarou, que (sic) “2010 vai pegar fogo!”. Entenda-se por mais esta delicadeza gramatical, golpes abaixo da cintura : Dossiês falsos, PCC: “em rebelião”, MST convulsionando o paÃs… Que a lei de Godwin me perdoe – mas assistiremos em versão tupiniquim, a Kristallnacht, A Noite dos Cristais que marcou em 1938 o trágico inÃcio do nazismo na Alemanha.
Pelo que já vimos de “inaugurações” de obras que sequer foram iniciadas, de desrespeito à s leis eleitorais, do boicote à s CPIs, como o da Petrobás, do MST e tantos outros “deslizes”, temos o suficiente para imaginar o que será a “disputa” eleitoral em 2010.
Como de hábito, informo que não costumo transcrever textos neste espaço mas abro outra exceção para a clareza de pensamento já costumeira de Carlos Brickmann, em um trecho de sua coluna do fim de semana.
Como partilho da paranóia do Carlinhos, resolvi dividir o texto com você.
Coluna de domingo, 10 de janeiro de 2010 – Carlos Brickmann
Nada disso prenuncia coisa boa. Parece buscar-se no confronto aquilo que não se espera obter nas urnas. É um filme que já vimos. E nós morremos no fim.
Boa vontade
A Internet está cheia de manifestações de gente que andava quieta há tempos, mas que nunca escondeu suas pretensões golpistas. Mas esperemos que esta coluna esteja apenas sendo paranóica, sem que nada do que a preocupa seja real.
O Sr. Lula não teve nada a dizer acerca da eliminação sangrenta do movimento de reforma pró-democrático do Irã ou sobre a negação do holocausto pelo Sr. Ahmadinejad e o direito de existir de Israel. Em vez disso ele declarou que o Irã tem direito ao seu programa nuclear. Em contrapartida o Sr. Ahmadinejad endossou o pleito do Brasil por um assento permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas.
O Brasil pode ainda se tornar uma potência regional; as polÃticas internas mais sensÃveis do Sr. Lula o fizeram mais forte. Mas para adquirir influência global o Brasil tem que reformar seu anacronismo terceiro-mundista que demonstra sua polÃtica internacional. Ao abraçar párias como o Sr. Ahmadinejad ou tentando se posicionar entre o ocidente democrático e os estados párias do mundo, o Brasil somente vai garantir que continuará a ser o paÃs do futuro.
IncrÃvel! A mesma pessoa que, no Maranhão, queria tirar o “povo da merda”, conseguiu em Copenhagen se manifestar de forma clara, dura e propositiva.
O discurso de Lula ao criticar a posição dos paÃses desenvolvidos foi perfeito, fora os problemas já tradicionais de concordância e pronúncia, claro.
Imediatamente inundaram os veÃculos de comunicação nacionais as notÃcias dando conta de que, “bem, finalmente o mundo se curva à s evidências e nosso paÃs está crescendo”.
Ocorrem neste momento várias situações que podem gerar um movimento inverso ou, no mÃnimo, reduzir a velocidade da recuperação da economia.
Em primeiro lugar, o mercado interno não pode crescer indefinidamente, depende, portanto, do consumo dos outros mercados e o resto do mundo continua em processo de ajuste.
Por mais que Lula deseje colocar a culpa nos paÃses desenvolvidos, nós, os subdesenvolvidos nos valemos dos investimentos dos “capitalistas selvagens”, para erguer nossas economias (ou você pensa que o Banco Central mantinha a SELIC nas alturas à toa?).
Outra ferramenta utilizada pelo governo foi a redução da carga tributária sobre segmentos importantes na geração de emprego e renda. Um exemplo claro: indústria automobilÃstica.
Por outro lado, quanta falta de capacidade de análise tem nossa população. O Estado de S.Paulo completa hoje 39 dias sob censura. Só uns poucos se importam com o fato, afinal, quantos neste paÃs sofrem da mesma “azia presidencial” ao ler os jornais?
A grande maioria, no entanto, vibra ao ver fotos das atrocidades sempre presentes em nossas cidades, pára o trânsito para ver a gravidade do acidente na esquina e defende o polÃtico X, que “rouba mas faz”.