Tag Archive for 'Lula'

[Entre Haspas] É samba, é ginga, é dinheiro que voa – Carlos Brickmann

Não aguentei de vontade de reproduzir o texto do Brickmann. Esse é ótimo.

É Brasil brasileiro, terra de samba e pandeiro. Fale de nós quem quiser falar, mas com os Rafale o ministro Jobim e o presidente Lula estão pertinho do céu.

Comprando os caças supersônicos franceses, os mais caros que participaram de nossa concorrência internacional, o Brasil mostrou uma série de virtudes:

1 – É soberano. Escolheu sozinho. Os Rafale são caros mas são nossos. E só nossos: nenhum outro país quis comprá-lo da França.

2 – Está com a economia em ordem. Países menos afortunados, como a Índia, anunciam ter recebido ofertas do Rafale por bem menos do que o Brasil pagou, e até agora o recusaram, por achá-lo caro. Aqui não se faz economia de tostões.

3 – O Brasil faz sua parte na luta contra a crise internacional. A fabricante do Rafale, que andou tendo problemas, agora respira tranquila. Além disso, o Brasil salvou alguns milhares de empregos na França, nossa aliada.

4 – O Brasil, caso raro entre os países latino-americanos, demonstra o predomínio dos civis sobre os militares. Não deu a menor bola para o relatório da Aeronáutica sobre a concorrência, que colocou o Rafale em terceiro lugar e o sueco Grippen em primeiro; militar, aqui, obedece às ordens do ministro civil, mesmo que o ministro adore vestir uma farda camuflada tamanho GG – XL, certamente fabricada sob medida, para acomodar tanta musculatura.

E, se o Brasil comprou da França um porta-aviões que, em dez anos de operação, passou quatro no estaleiro, por que iria reclamar dos supersônicos?

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[Entre Haspas] 2010 – Cristais quebrados – Carlos Vereza

Publicado no excelente blog de Carlos Vereza

Não é necessário ser profeta, para revelar antecipadamente o que será o ano eleitoral de 2010.

Ou existe alguém com tamanha ingenuidade para acreditar que o “fascismo galopante” que aparelhou o estado brasileiro, vá, pacificamente, entregar a um outro presidente, que não seja do esquema lulista, os cargos, as benesses, os fundos de pensão, o nepotismo, enfim, a mais deslavada corrupção jamais vista no Brasil?

Lula, já declarou, que (sic) “2010 vai pegar fogo!”. Entenda-se por mais esta delicadeza gramatical, golpes abaixo da cintura : Dossiês falsos, PCC: “em rebelião”, MST convulsionando o país… Que a lei de Godwin me perdoe – mas assistiremos em versão tupiniquim, a Kristallnacht, A Noite dos Cristais que marcou em 1938 o trágico início do nazismo na Alemanha.

E os “judeus”, serão todos os democratas, os meios de comunicação não cooptados (verificar mais uma tentativa de cercear a liberdade de expressão no país: em texto aprovado pelo diretório nacional do PT, é proposto o controle público dos meios de comunicação e mecanismos de sanção à imprensa). Tudo isso para a perpetuação no poder de um partido que traiu um discurso de ética e moralidade ao longo de mais de 25 anos e, gradativamente, impõe ao país um assustador viés autoritário. Não se surpreendam: Há todo um lobyy nacional e internacional visando a manutenção de Lula no poder.

Prêmios, como por exemplo, o Chatham House, em Londres, que contou com “patrocínios” de estatais como, Petrobrás, BNDS e Banco do Brasil, sem, até agora uma explicação convincente por parte dos “patrocinadores”; matérias em revistas estrangeiras, enaltecendo o “mantenedor da estabilidade na América Latina”. Ou seja: A montagem virtual de um grande estadista…

Na verdade, Lula, é o übermensch dos especuladores que lucram como “nunca na história deste país”.

Sendo assim, quem, em perfeito juízo, pode supor que este ególatra passará, democraticamente a faixa presidencial, para, por exemplo, José Serra, ou mesmo, Aécio Neves?

Pelo que já vimos de “inaugurações” de obras que sequer foram iniciadas, de desrespeito às leis eleitorais, do boicote às CPIs, como o da Petrobás, do MST e tantos outros “deslizes”, temos o suficiente para imaginar o que será a “disputa” eleitoral em 2010.

Confiram.

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[Entre Haspas] Medo de água fria. E de água quente – Coluna Carlos Brickmann

Como de hábito, informo que não costumo transcrever textos neste espaço mas abro outra exceção para a clareza de pensamento já costumeira de Carlos Brickmann, em um trecho de sua coluna do fim de semana.

Como partilho da paranóia do Carlinhos, resolvi dividir o texto com você.

Coluna de domingo, 10 de janeiro de 2010 – Carlos Brickmann

Um charuto pode ser um símbolo fálico. Mas às vezes é só um charuto. Paranoico é quem tem mania de perseguição. Mas às vezes a perseguição é real.

O Plano de Direitos Humanos do Governo Federal, cujo texto final saiu do Gabinete Civil de Dilma Rousseff, criou problemas com militares; e com um aliado do presidente Lula, o ministro da Defesa, Nelson Jobim. E também com a Igreja Católica, companheira de viagem do PT. Cria uma crise que não existia.

- Juntar num mesmo pacote a questão do aborto, do casamento gay, das torturas praticadas durante o regime militar, da desocupação de terras invadidas (que se torna muito mais complexa, envolvendo os invasores e uma série de novas instâncias antes da manifestação da Justiça), da fiscalização das empresas produtoras de tecnologia (que deveriam ser estimuladas, não perseguidas), do agronegócio (que por algum motivo passa a ser contrário aos direitos humanos), de comitês sindicais para punir os meios de comunicação, tudo a nove meses das eleições, só pode criar confusão. Não se vai gerar luz, mas apenas calor.

- O presidente é extremamente popular; mas sua candidata continua longe do primeiro colocado nas pesquisas, apesar da ampla exposição pré-eleitoral.

- A iminente desautorização do relatório da FAB pelo Governo, no caso dos caças – tudo indica que o terceiro colocado da FAB é o favorito do presidente.

Nada disso prenuncia coisa boa. Parece buscar-se no confronto aquilo que não se espera obter nas urnas. É um filme que já vimos. E nós morremos no fim.

Boa vontade

A Internet está cheia de manifestações de gente que andava quieta há tempos, mas que nunca escondeu suas pretensões golpistas. Mas esperemos que esta coluna esteja apenas sendo paranóica, sem que nada do que a preocupa seja real.

A lição argentina

A propósito, antes que se formem comitês da verdade recheados de companheiros necessitados, vale a pena seguir o exemplo argentino: a presidente Cristina Kirchner mandou abrir todos os arquivos da ditadura. Aqui, por algum motivo estranho, o Governo não abre seus arquivos (até coisas da Guerra do Paraguai se mantêm em sigilo). Que se abra tudo, sem exceção, sem restrições. A luz do Sol é o melhor remédio para as sombras, o apodrecimento e o mofo.

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Um abraço de Lula – Washington Post

O texto a seguir é a tradução livre do Editorial do Washington Post de 27 de Novembro. E como se sabe, o WP não é exatamente um jornaleco. Recebi o artigo do meu colaborador de sempre, Aldayr Heberle.

Não é de hoje que eu bato nessa relação espúria do Lula com o ditador sopa-de-letrinha do Irã, mas é duro ter que concordar com tudo, principalmente com a constatação da ignorância do chefe supremo.

Um abraço de Lula
Porque o presidente do Brasil ofereceu um tapete vermelho a Mahmoud Ahmadinejad

Sexta-feira, 27 de Novembro de 2009

POR MUITOS anos a política dos Estados Unidos na América Latin teve como objetivo forjar uma parceria com o Brasil. Como na administração de Bush antes dele, a administração de Obama vê o maior país da América Latina como uma superpotência emergente cujo dinamismo econômico e democracia relativamente estável o transformam em um aliado natural. Mas o potencial do Brasil foi frequentemente superestimado no passado; um velho ditado diz que ele será sempre o país do futuro. E esta semana o seu popular mas errático presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, está fazendo o melhor para provar que esse cinismo está correto.

Na segunda-feira o Sr. Lula literalmente deu um abraço de urso no presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad, que dessa forma registrou o maior avanço em seu esforço para impulsionar suas posições domésticas e internacionais instáveis. Encabeçando um regime extremista que é rejeitado pela maioria dos iranianos – e que acaba de rejeitar a assinar um compromisso a respeito de seu programa nuclear ilegal – o presidente iraniano foi ao exterior em busca de amigos. Ele encontrou poucos: Gâmbia e Senegal na África; e Hugo Chávez da Venezuela, juntamente com dois de seus satélites, Bolívia e Nicarágua.

A viagem pelo mundo do Sr. Ahmadinejad teria sido patética e servido para reforçar o isolamento crescente de sua camarilha de linha dura, não fossem as calorosas boas vindas do Sr. Lula. Quando até mesmo a Rússia está discutindo publicamente novas sanções contra Tehran, o governo brasileiro assinou 13 acordos de cooperação com o regime, possibilitando ao Sr. Ahmadinejad prever que o comércio bilateral cresceria 15 vezes.

O Sr. Lula não teve nada a dizer acerca da eliminação sangrenta do movimento de reforma pró-democrático do Irã ou sobre a negação do holocausto pelo Sr. Ahmadinejad e o direito de existir de Israel. Em vez disso ele declarou que o Irã tem direito ao seu programa nuclear. Em contrapartida o Sr. Ahmadinejad endossou o pleito do Brasil por um assento permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas.

O Sr. Lula demonstrou por que o ocidente seria sábio em manter essa cadeira na espera. Seus defensores dizem que ele convidou o presidente iraniano porque aspira obter a paz no Oriente Médio. Se isso é verdade o presidente brasileiro meramente demonstrou sua ignorância da região. A Guarda Revolucionária, facção que o Sr. Ahmadinejad representa, é a força mais implacável na oposição às conversações Árabe-Israelenses; é por isso que retornou o terrorismo do Hamas e Hezbollah. O abraço do Sr. Lula ao Sr. Ahmadinejad não mudará seu fanatismo, mas o fará mais forte. Ele também vai garantir que qualquer tentativa do Brasil em intervir no Oriente Médio será dispensada por Israel e pelos principais governos Árabes.

O Brasil pode ainda se tornar uma potência regional; as políticas internas mais sensíveis do Sr. Lula o fizeram mais forte. Mas para adquirir influência global o Brasil tem que reformar seu anacronismo terceiro-mundista que demonstra sua política internacional. Ao abraçar párias como o Sr. Ahmadinejad ou tentando se posicionar entre o ocidente democrático e os estados párias do mundo, o Brasil somente vai garantir que continuará a ser o país do futuro.

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Finalmente! Não senti vergonha do meu presidente

Incrível! A mesma pessoa que, no Maranhão, queria tirar o “povo da merda”, conseguiu em Copenhagen se manifestar de forma clara, dura e propositiva.

O discurso de Lula ao criticar a posição dos países desenvolvidos foi perfeito, fora os problemas já tradicionais de concordância e pronúncia, claro.

A posição defendida foi a única realmente possível para nosso país, que detém o maior patrimônio natural do planeta. Estabelecer metas objetivas, investir, mesmo que com sacrifício, assumir responsabilidades com o bem comum.

O brilhantismo esteve na linha lógica e simples do discurso. O investimento a ser feito não é uma esmola, é o pagamento pelo que já tomamos de nossa Terra.

� natural que aqueles que tiraram mais, paguem mais e não é porque pagam mais, que têm direito de se meter na vida dos mais pobres. Não estamos com isso dizendo que não temos responsabilidade ou que nos eximimos do pagamento.

Mas o maior compromisso é o do desenvolvimento mais equilibrado para todas as pessoas, não importando em que país ou continente vivam.

Senti-me muito bem representado em Copenhagen. E olha que era o Lula falando… ou não?

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O presidente papel-higiênico

Eu mereço!

A saída, meus caros, é Cumbica!

PS: Note a incrível interpretação em Libras (o cidadão do quadradinho… ele chega a sentir o cheiro)

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Pensando bem…

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Sem comentários.

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PaTacoadas nacionalistas

Tenho tido muito pouco tempo para dedicar-me a este espaço mas, confesso, também fico em dúvida sobre o que escrever porque os temas econômicos importantes em todas as áreas se sucedem com uma rapidez estonteante. A velocidade só não é maior do que as respostas dadas pelos governos – em todas as esferas – assumidas pela imprensa e, em conseqüência, pela sociedade.

Aproveitando o gancho de uma matéria nova do Financial Times que publica hoje “Poor transport infraestructure hampers Brazil’s booming farms”, algo como “A fraca infraestrutura de transportes do Brasil atrasa o rápido desenvolvimento da sua agricultura”.

4609LD1Fico pensando como o governo e a imprensa farão uma vez mais para alterar, somente na tradução, o sentido da matéria.

Sim, é isso mesmo. E eu não estou simplesmente lançando algum tipo de dúvida sem fundamento. Minha questão é fundamentada nas leituras que foram feitas de uma outra matéria internacional, esta da revista “The Economist” da semana passada, que trazia como título “Brazil takes off” (O Brasil decola).

Imediatamente inundaram os veículos de comunicação nacionais as notícias dando conta de que, “bem, finalmente o mundo se curva às evidências e nosso país está crescendo”.

Se você tiver paciência de ouvir uma entrevista com o correspondente da publicação, vai verificar que a idéia não é bem essa. Ele diz textualmente que se você olhar a economia brasileira a partir da perspectiva “de um helicóptero – existem muitos helicópteros no Brasil –  você vê que a economia vai muito bem. No entanto, se pousar e olhar a questão sob um ponto de vista mais microeconômico, vai perceber que existem muitos problemas crescentes e não resolvidos”.

Essa é só a introdução da matéria. A entrevista (em inglês) tem pouco mais de 15 minutos e é uma aula de economia. Relembra a trajetória das mudanças verificadas há 10 anos, destaca os incontestáveis avanços mas – sempre tem um mas – também mostra claramente os problemas sérios que temos a resolver.

Mas isso seria aceitável, afinal, nem todo mundo teve acesso a essa entrevista e nem todo mundo compreende o idioma inglês, entretanto, é completa, total e absolutamente impossível que os nossos veículos de comunicação não tenham lido o subtítulo da reportagem de capa. Logo abaixo de “O Brasil decola”, está a frase esclarecedora “Now the risk for Latin Americaâ??s big success story is hubris” ou, em bom português, “Agora o risco para a maior história de sucesso da América Latina é a arrogância (ou o orgulho exagerado)”.

O trabalho da publicação foi primoroso e vale a pena ser lido, mas não é a ela que estou me prendendo. O problema sério foi ver a mídia nacional completamente embevecida pela propaganda oficial.

Ninguém precisa exaltar as nossas bondades. Isso a campanha oficial já faz. Vou, portanto, demonstrar alguns “pequenos desvios” sobre os quais pouca gente falou.

Não é só o subtítulo da matéria que já traz o tom da reportagem. Trechos são evidentemente uma mensagem clara ao nosso governante maior, inclusive ao mencioná-lo no último parágrafo dizendo que

“Lula tem razão em dizer que o Brasil merece respeito, tanto quanto ele merece respeito pela adulação de que é alvo. Mas ele tem sido também um presidente de sorte, colhendo as recompensas do aumento dos preços das commodities e operando a partir de uma sólida plataforma de crescimento construída por seu predecessor, Fernando Henrique Cardoso. Para manter o desempenho melhorado em um mundo passando por tempos mais difíceis, o sucessor de Lula deverá encarar problemas que ele se sentiu em condições de ignorar. Portanto, a próxima eleição determinará a velocidade com que o Brasil avançará na era pós-Lula”.

Será que só eu li isso? Só eu consegui entender que a matéria é um reconhecimento à estrutura criada pelo governo FHC, que Lula teima em desprezar?

Como chama a atenção meu amigo PRG, “O que temos hoje: uma diplomacia bolivariana, a reboque dos Chavez, Evo e Zelayas da vida;  um plano de distribuição de renda baseado no bolsa-escola de Ruth Cardoso, porém sem fazer com os miseráveis cresçam como indivíduos; uma condução da política interna ao melhor estilo Golbery. Confundiram esquerda com populismo, esse governo do PT em muito se parece com a ditadura que eu vivi (dentro de um quartel), por vezes me parece estar a ler declarações de Médici e Geisel. O país está dando certo? Sim,  está ! Mas não se trata de um processo começado em 2002, começou antes, como dito no artigo.”

  • PS: Para quem não sabe, “patacoada” significa 1. Bazófia, jactância. 2. Ostentação ridícula. 3. Pantomimice. 4. Endrómina.
  • PPS: As letras P e T maiúsculas não foram erros de digitação.

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Quer uma Economia Vitaminada? Mude a tributação!

O presidente Lula finalmente concorda com Henrique Meirelles, presidente do Banco Central. Ele incentivou os empresários a retomar os investimentos: “Ã? como se a febre tivesse passado e agora não é hora de dar antibiótico. Ã? hora de dar vitamina” à economia.

Como sempre Lula abusa das metáforas sem conhecimento de causa e com o óbvio interesse de levantar uma nuvem de poeira.

Não é outra a razão para decretar, com festa e tudo, o fim da recessão. Seus sonhos de poder ilimitado acabam fazendo com que se considere plenipotenciário universal. Na prática a coisa não é bem assim.

Se é verdade que os sinais de recuperação estão se evidenciando, ainda falta muito para que tenhamos consistência no movimento. O Brasil conseguiu evitar – ou minimizar – a maior parte do impacto da crise internacional porque o sistema financeiro era muito conservador e porque as taxas de juros estavam em níveis tão estratosféricos que puderam ser utilizadas como eficaz ferramenta de promoção da velocidade de circulação da moeda no mercado interno, também auxiliada por reduções circunstanciais da tributação.

Ocorrem neste momento várias situações que podem gerar um movimento inverso ou, no mínimo, reduzir a velocidade da recuperação da economia.

Em primeiro lugar, o mercado interno não pode crescer indefinidamente, depende, portanto, do consumo dos outros mercados e o resto do mundo continua em processo de ajuste.

Por mais que Lula deseje colocar a culpa nos países desenvolvidos, nós, os subdesenvolvidos nos valemos dos investimentos dos “capitalistas selvagens”, para erguer nossas economias (ou você pensa que o Banco Central mantinha a SELIC nas alturas à toa?).

Outra ferramenta utilizada pelo governo foi a redução da carga tributária sobre segmentos importantes na geração de emprego e renda. Um exemplo claro: indústria automobilística.

Eu não vou me alongar em relação ao acerto ou não do segmento mas, para não deixar dúvidas, sob meu ponto de vista é uma idiotice promover um setor tecnologicamente dependente, insustentavel do ponto de vista ambiental e gerador de um crescimento ilimitado da infraestrutura.

No entanto, o fato é que o resultado foi o esperado, ou seja, aumentaram as vendas internas dos veículos novos, enquanto o resto do mundo sofria com uma quebradeira no setor. Só que agora, o governo pretende retomar a tributação como antes.

Não precisa ser economista ou tributarista para responder: O que você imagina que vá acontecer com as vendas a partir do aumento dos impostos?

Mas Lula deixou claro que o governo desistiu da reforma tributária. “Já mandei dois, e não vou mandar um terceiro projeto, porque nem tenho mais tempo”. E ainda por cima, jogou a culpa no cidadão: “A verdade é que parte da sociedade não quer a reforma”.

� tudo muito simples: Quer vitaminar a economia? Reduza a tributação!

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Cai a popularidade de Lula: culpa da gripe

Segundo pesquisa da CNT/Sensus, divulgada hoje, a popularidade de Lula em setembro apresentou queda de 4,7 pontos, chegando a 76,8%.

Até aí, tudo bem, não fosse a razão apontada para isso: “a má percepção da população sobre o sistema de saúde, diante da disseminação da gripe suína”.

Claro que o envolvimento do presidente com a proteção a Sarney e o “caso” Lina Vieira (ex-receita federal) X Dilma Roussef, também ajudaram a piorar a imagem do presidente, mas o item mais sério parece ter sido a gripe suína, o único dos temas que ele realmente não poderia evitar diretamente.

Dá para entender isso?

Pensando bem, até que sim. Lula se gaba da estabilidade econômica, que não criou, foi herdada do governo anterior. Jacta-se porque o país dá mostras de que ultrapassou a crise internacional fortalecido, esquecendo-se que ele sempre foi contra a política monetária restritiva defendida por Henrique Meirelles. Cria falsos eventos e colhe seus frutos (FomeZero, PAC etc.). Considera-se o pai da Copa de 2014 e do Pré-Sal, que considera a segunda independência do Brasil, mesmo que não tenha a menor idéia de como, quando ou por quanto vai conseguir extrair um mísero barril da região.

Não há como deixar de acreditar que existe um ponto fraco na estratégia, afinal, “revestido de teflon” ou não, alguma coisa tem que “grudar”. Que seja a gripe!

Por outro lado, quanta falta de capacidade de análise tem nossa população. O Estado de S.Paulo completa hoje 39 dias sob censura. Só uns poucos se importam com o fato, afinal, quantos neste país sofrem da mesma “azia presidencial” ao ler os jornais?

A grande maioria, no entanto, vibra ao ver fotos das atrocidades sempre presentes em nossas cidades, pára o trânsito para ver a gravidade do acidente na esquina e defende o político X, que “rouba mas faz”.

Definitivamente é muito mais provavel fazer sucesso neste país se o cidadão tiver uma enorme bunda ou uma imensa cara de pau. Falar de coisa séria, nem pensar porque, afinal, pensar dói.

Eu continuo gritando #forasarney #foracensura e, por isso, ainda hoje me chamaram de “radical”.

Para você que não concorda, lembre do sucesso de Zé Geraldo: “Tudo isso acontecendo e eu aqui na praça, dando milho aos pombos”… (Aviso: tem imagens de desgraça porque essa é uma das formas que se consegue chamar a atenção no Brasil. A outra é falar de bunda).

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