Archive for the 'corrupção' Category

Ética sem ética na política politiqueira

Eu não estava presente (ainda bem), mas consta que o prefeito da capital de MS afirmou na última segunda-feira a um site de notícias que “que não pode ser ingrato com quem ajuda a cidade” e que vai levar em consideração o apoio que tem recebido do governo federal: “É lógico que eu não posso ignorar tudo isso. Só hoje foram R$ 8 milhões”.

“Nelsinho” Trad falava de seu apoio à candidatura de Dilma Roussef e da discussão em torno de uma possível candidatura do partido à sucessão de Lula.

Acho lógico. É sempre bom saber que existe ética entre os políticos. Conheço vários casos de eleitos que se esquecem do apoio recebido, portanto, o que o prefeito de Campo Grande faz, é muito importante.

É claro que não se pode pretender ir mais a fundo nessa análise, porque, afinal de contas, isso poderia trazer algum tipo de desconforto ao alcaide, não é verdade?

Mas como eu sou meio chato mesmo, vamos lá a algumas perguntas:

1. Os 8 milhões que o prefeito diz que cidade recebeu na segunda-feira foram referentes a um repasse do Ministério da Integração Social, cujo ministro é Geddel Vieira, filiado ao PMDB. Não seria ingratidão para com o próprio partido apoiar a candidata do PT?

2. Toda e qualquer verba proveniente do orçamento do Governo Federal, seja ele de que partido for, é proveniente de impostos. Impostos são pagos pela sociedade – famílias e empresas. Considerando isso, não seria ingratidão para com a sociedade, esquecer que fomos nós – e não a Dilma, o Lula ou o Geddel – que demos o dinheiro que a cidade está recebendo de volta?

3. Tenho que admitir uma falha pessoal: eu não sou filiado a nenhum partido. Em todo caso, tenho conhecimento suficiente para afirmar que a legislação brasileira exige que os candidatos sejam filiados a algum partido para se candidatar. Aliás, própria justiça tem determinado que a mudança de partido pode gerar a perda de mandato. O partido tem uma estrutura de decisão que independe dos cargos ocupados pelos filiados. Portanto, não é possível considerar ingratidão o fato de que o partido do prefeito ainda está discutindo se vai ou não ter candidato próprio mas ele já declara apoio à candidata do outro partido?

Enfim, a profunda gratidão do prefeito de Campo Grande e sua declaração de lealdade infinita parece-me paradoxalmente a assinatura de um atestado de falta de ética, em relação à sociedade e ao seu partido.

Como eu não sou do partido, fico pensando na parte que me toca, ou seja, a sociedade. Perguntinhas bobas acabam povoando minha mente confusa:

  • Quer dizer que o dinheiro que eu ajudei a mandar aos cofres federais e que voltou para o município, garantiu a lealdade do prefeito?
  • Será que mais dinheiro gera mais lealdade? Isso não é uma relação de consumo e portanto, incompatível com as funções que o dirigente político supostamente mantém?
  • É melhor ser ingrato com a população do que com o presidente?

Entendi. Ou não?

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A quem culparemos pelo futuro?

O Wall Street Journal a Heritage Foundation publicaram um estudo no qual o Brasil aparece em 113o. (centésimo décimo terceiro) lugar em liberdade econômica em um universo de 179 países.

Nações como Mali, Azerbaijão, Moçambique e Filipinas estão na nossa frente. Até aí, existem diferentes conceitos do que seja e da real vantagem da liberdade econômica, mas duas coisas chamam a atenção, além da posição relativa do país:

1. O índice atingido pelo Brasil foi de 55,6 numa escala que vai de 0 a 100. O país caiu nesse índice 1,1 ponto em relação à edição anterior, ou seja, PIOROU e,

2. Um dos principais obstáculos para o desempenho do país é a conhecida Corrupção. Salienta também que o sistema judiciário é vulnerável à influência política e à corrupção.

Até quando a responsabilidade pelas agruras deste país será transferida aos “outros”?

Por quanto tempo mais nos iludiremos criticando o comportamento nefasto das figuras públicas e nos manteremos distantes das discussões políticas?

Quando nos tornaremos conscientes de que a tentativa de tirar vantagem, seja indiretamente, a partir da miopia da suposta justiça ou diretamente, com propinas, panetones ou gorjetas, é exatamente o mecanismo do precisa a corrupção para se manter atuante?

2010 está só começando, mas será um ano muito importante em função das eleições. É essencial escolher o caminho pelo qual trilharemos. O pior, é que não é um caminho isolado. Somos todos companheiros de jornada e você é tão responsável quanto eu, o Sarney ou o Arruda, que tão facilmente rotulamos, mas que só chegaram aos postos que ocupam a partir dos votos da população, ou seja, você, eu, o vizinho…

Pense nisso!

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O terremoto moral

Detesto repetir o que todo mundo fala. Se não consigo oferecer outro ângulo de análise, prefiro calar. Normalmente, portanto, concordo com a máxima de Nelson Rodrigues, que afirmava que “a unanimidade é burra”.

Está bem, não resta dúvida de que o terremoto que destruiu o Haiti foi uma tragédia natural e que não se pode culpar seus “governantes” ou sua população.

Não estivéssemos nós sob o domínio da razão, poderia, no entanto, ser considerado “um castigo divino” porque lembra, sob diversos aspectos, a narrativa acerca das cidades bíblicas de Sodoma e Gomorra.

Se bem que os grandes pecados daquela época teriam sido, supostamente, mais relacionados ao comportamento sexual (ou mais especificamente, a homossexualidade), existem também menções ao egoísmo ou à falta de caridade (“Eis em que consistiu o crime de Sodoma [...]: orgulho, abundância de alimentos e insolências; estas foram as faltas que cometeu [...]: não socorreram o pobre e o indigente” – Ezequiel 16:49).

Ontem, enquanto ainda eram encontradas pessoas vivas no meio dos escombros do que restou do país, milhares de ex-detentos, que fugiram da penitenciária nacional, voltaram armados para suas favelas de origem. O pouco policiamento existente teve que disparar tiros e usar gás lacrimogêneo para dispersar saqueadores que se aproveitam do fato de que os estabelecimentos comerciais – assim como 70% dos edifícios da capital – estão destruídos. O cônsul-geral do país em S.Paulo, George Antoine, num ato falho à la Boris Casoy, deixou escapar seu sentimento em relação ao ocorrido, como você pode ver no vídeo abaixo.

Mas o que chama a atenção é o fato de que um país que não tem nenhuma condição excepcionalmente ruim, geograficamente bem posicionado, com terras cultiváveis, esteja numa situação absolutamente precária como aquela.

Do ponto de vista da lógica econômica, nada pode explicar a miséria de mais de 90% daquela população. Excluindo-se enchentes, furacões e terremotos, o grande problema do país é simples e ao mesmo tempo, complexo: corrupção.

A verdadeira tragédia humana não está no campo dos fenômenos naturais, mas do avanço ou não da consciência do bem coletivo e nesse aspecto, o Haiti, embora exemplo negativo, não está sozinho.

O ano passado foi de uma prodigalidade ímpar no que se refere ao lamaçal político em que se transformou o Brasil. As festinhas, congestões e a cachaça do fim de ano foram suficientes, no entanto, para que a maior parte da população simplesmente esquecesse todos os escândalos.

Até o governador do DF, José Roberto Arruda, estava mais tranqüilo. Pena que a Revista Época trouxe novos documentos que aumentam a quantidade de panetones distribuídos, mas isso vai ser esquecido também.

É essencial, sim, ajudar o povo do Haiti, mas não venha me dizer que deve-se reconstruir alguma coisa. Não há nada a reconstruir. Devemos, isso sim, ajudar a construir.

Tomara que tenhamos alguma coisa de bom a deixar para aquelas pessoas além do dinheiro que aliviará nossas “almas pecadoras”. Precisamos mostrar àquela gente que existem outros valores a serem desenvolvidos para que possamos nos considerar seres humanos.

Pensando bem, temos mais a aprender com a tragédia do que a ensinar.

Um pregador poderia bater de porta em porta e bradar: “Temei, corruptos. O fim dos seus tempos está próximo!”

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Grandes maldades, pequenos Katrinas e pequenos Bush’s

Você pode nem se lembrar quando foi mas o não deve ter se esquecido do nome do furacão que arrasou New Orleans em setembro de 2005.

O presidente dos EUA à época era Mr. George W. Bush, que estava de férias e não se moveu para socorrer a população que foi amontoada em um estádio.

A imprensa norte-americana foi dura com o governo, com a demora no socorro às vítimas e demonstrou que incontáveis estudos já alertavam para a fragilidade dos diques de contenção e dos nefastos reflexos da urbanização dos pântanos que circundavam a cidade e serviam como reservatórios de água em enchentes.

Enquanto estava discutindo algumas tendências para o ano de 2010, repentinamente me dei conta que há vários dias não ouvia falar no presidente. Aliás, para falar a verdade, nem no presidente, nem na companheira guerrilheira Estela, nem mesmo no distribuidor de panetones Arruda.

Está bem, aqui não tivemos nenhum Katrina, mas a imprensa nacional está toda voltada para as catástrofes naturais. Angra dos Reis (RJ), S. Luiz do Paraitinga (SP), Agudo (RS) e parece ter esquecido as tragédias artificialmente provocadas pelos dirigentes da nação que estão em férias.

Lula, para quem não sabe, está na casa de praia da base de Aratu (BA), da Marinha, que foi reformada recentemente pela bagatela de R$2 milhões e provavelmente esperando baixar a poeira levantada pela assinatura do Decreto que instituiu a “Comissão da Verdade“.

Também na praia, no norte da Bahia, o Ministro da Integração Nacional e a vedete do MR8.

Claro que também estão se valendo desse “recesso da imprensa”, os caças Rafale, seu patrocinador, o Ministro Jobim, o Panetônico Arruda, para não falar de presidentes de Assembléias Legislativas que oferecem o serviço de jogo do bicho e governadores tarados.

E nós? Nós estamos nos organizando para enviar ajuda para as vítimas desta ou daquela tragédia, dedicamos tempo, como meu amigo @fabioraphael, que construiu um site para organizar os esforços para a reconstrução de S. Luiz…

Nos EUA e em qualquer lugar minimamente civilizado – e aí eu não estou incluindo Suriname – tragédias naturais são acompanhadas de perto pelas autoridades (e principalmente pelos postulantes a autoridade) e desvios de dinheiro público são apurados, chova ou faça sol.

Aqui, como coincidentemente todos os problemas aconteceram na época das férias sacrossantas dessa gente, ninguém aparece.

Pode ser que esteja sendo maldoso mas me parece coincidência demais que todas denúncias deixem de ser comentadas e que sejam substituídas pelo noticiário triste das catástrofes naturais.

Depois o que virá? Ora, as bundas torneadas do BBB10, o carnaval e… puxa, estaremos às vésperas das eleições. Será que até lá conseguiremos nos lembrar de tudo? Nossa memória com a internet será melhor do que no passado ou manteremos nossos neurônios devidamente inertes como sempre?

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Pensando bem…

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Sem comentários.

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A única esperança

Ouvindo um “baba-ovo” do governo defendendo a absurda carga tributária e criticando quem demonstra que o governo é corrupto em peso, só me ocorre uma forma de acabar com tudo isso

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Pra começar bem o dia

Conselho de presidente até o Romário tem que ouvirro1#forasarney

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Além da crítica

Tenho participado de muita discussão filosófica a respeito do Consumidor 2.0, da Web 2.0, da Empresa 2.0, do Cidadão 2.0.

A nomenclatura 2.0, em síntese, foi adotada para estabelecer um rompimento com um padrão anterior, seja em que atividade for. O Consumidor 2.0, portanto, tem um comportamento fundamentalmente diferente do que estávamos acostumados a ver e exige que todo o entorno se adeque às suas novas necessidades, que por sinal são viabilizadas a partir de ferramentas como a Web 2.0 e produzidas/vendidas/comercializadas por Empresas 2.0.

Mas neste momento estou mais interessados na análise da formação do que estamos chamando de Cidadão 2.0 que, no fundo, é uma decorrência dos outros avanços.

Ouço críticas aos jovens que não se manifestam ou, que por outro lado, se manifestam superficialmente, sem considerar o conteúdo. Alguns reclamam do tempo que seus filhos passam em frente ao computador (no orkut, no msn, no twitter). Muitos reclamam do conteúdo extremamente perigoso da internet ou – ainda pior – da baixíssima qualidade do que está disponível na rede.

Só para ilustrar, lembro-me de uma ocasião em que minha mãe, preocupada com a necessidade de oferecer-nos material de pesquisa para a escola (pública) comprou uma enciclopédia. Era uma imitação barata da BARSA (que era uma versão mais simples e em português da mais famosa enciclopédia da época, a Britannica), chamada BADEN.

Os volumes eram de cor creme, com uma faixa vermelha com adornos dourados. Fora isso, era uma total, completa e absoluta merda, com erros crassos de português e até mesmo problemas de organização alfabética.

Na época a alternativa seria reclamar ao bispo. O resultado é que aquela porcaria ficou adornando a estante durante muito tempo. Hoje, alguém se atreva a esse tipo de coisa sabe que vai ter uma série de problemas, desde o PROCON e o ReclameAqui até a Justiça do Consumidor, que funciona melhor que qualquer outra.

O fato é que estamos vivendo um momento de transição – e não sabemos para onde. Provavelmente o que é mais angustiante: temos a consciência de que essa transição não vai terminar.

Acabou-se o tempo em que um produto estava terminado, um serviço estava pronto. Vivemos um momento “BETA CONSTANTE” (só para usar outra figura de linguagem da informática) em que a evolução ocorre a cada instante e a única certeza é a de que, em seguida, outra mudança vai ocorrer.

O engraçado é que nossos políticos e instituições continuam se esquecendo disso e insistem em um modelo absolutamente antiquado. Não estão preocupados com o cidadão, mas com o voto. Não estão preocupados com os resultados, mas com o poder.

Uma notícia a todos vocês, políticos velhos (não antigos) e ultrapassados: empresas quebram, serviços são descontinuados e vocês, meus caros, mais cedo ou mais tarde, vão perder seus mandatos para pessoas que estejam mais bem preparadas para falar com quem decide o voto.

Ouça o que um ícone da política 2.0 tem a dizer. Tente aprender alguma coisa:

PS: ele não tentou proteger os “cumpanhero” que foram pegos com a boca na botija.

#forasarney
respeite.me

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Atendendo a pedidos

Algumas pessoas têm reclamado do tom pesado que adotei neste espaço nos últimos dias.

� claro que tento justificar demonstrando a gravidade da situação e a perspectiva para os próximos meses, caso não façamos nada de concreto como, por exemplo, dar apoio ao Senador Cristovam Buarque que parece estar realmente disposto a pedir a cassação do Sarney.

Temos que enterrar esse assunto para podermos nos dedicar a outros, mais próximos porque, afinal, nossas cidades precisam de cuidados, a saúde pública está um desastre, as escolas cuspindo gente sem qualificação e a maioria das pessoas não sabe como se manifestar.

De toda forma, para tornar mais “leve” este espaço, resolvi publicar hoje um enorme sucesso de público e crítica, exatamente na semana do amigo.

Fiquem com: AMIGO

PS: só para não esquecer e nem ter dúvidas #forasarney. Respeite.me

(Ainda não classificado. Seja o primeiro a votar.)
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A grande revolução brasileira do bigode

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Eleitores irritados com os escândalos que cercam José Sarney, presidente do Senado brasileiro, estão se voltando para uma forma bizarra de protesto online – cultivando o bigode, sua marca registrada.

(Tradução livre do original – The great Brazilian moustache revolution – The Guardian – Tom Philips)

Eles já foram símbolos de poder e sofisticação. De Hulk Hogan a Adolf Hitler, de Albert Einstein a Edward Elgar, o bigode estava em todos os lugares. Mas hoje, com a queda da moda dos pelos faciais, o bigode está assumindo um novo papel na vida pública como um veículo para protestos.

Como prova disso, veja o que acontece no Brasil, onde os eleitores criaram a “greve de bigode” para registrar sua ira contra o mais novo escândalo político. A campanha conclama os brasileiros descontentes a deixar bigodes e postar suas fotografias em um blog (tiremobigode.blogspot.com).

Os bigodes são a referência a José Sarney, presidente do Senado do Brasil, que está atualmente sendo atormentado por alegações de nepotismo e apropriação ilegal de recursos públicos e é famoso pelo farto tufo de pelos que adorna seu lábio superior. Os manifestantes dizem que só vão voltar a se barbear novamente quando o senado depuser seu presidente.

“Ã? uma forma de movimentar as pessoas que pensam que a política é idiota e que normalmente não se envolve com ela”, diz Ricardo Silveira, 30, o diretor de arte residente em S.Paulo, que criou a campanha.

As regras estabelecem que os homens manifestantes devem deixar crescer seus bigodes genuínos enquanto mulheres e crianças podem usar falsos. Ontem pelo menos 100 pessoas se juntaram ao protesto, com os visitantes podendo votar no melhor bigode apresentado.

O uso do bigode como ferramenta de campanha está se espalhando pelo globo. Em Novembro passado, milhares de homens através do mundo cultivaram bigodes como parte de uma jornada para aumentar a consciência sobre o cânces de próstata. Em 2007, trabalhadores de uma microdestilaria na Georgia, um estado do sul dos EUA, também lançaram o “protesto do bigode” depois que o o governo demorou para dar-lhes uma licença da destilaria.

Mas a efetividade dos protestos de bigodes não é clara. Analistas dizem que Sarney, um poderoso suporte do governo de coalizão do Brasil, que foi presidente do país por cinco anos, provavelmente sobreviverá. A greve pode, ainda, atingir os próprios manifestantes. A namorada de Viton Araújo, outro organizador por trás do protesto, está aparentemente furiosa com o bigode de seu parceiro a ameaçou cortá-lo enquanto ele dorme. Silveira, entretanto, se tonou o alvo de piadistas próximos a seu escritório em São Paulo, que começaram a gritar “Ei, Borat!”

PS: #forasarney

Respeite.me

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