Archive for the 'crítica' Category

Ã?leo de peroba urgente!

A manchete da Exame foi essa: Mantega admite que crise atrasou restituições do IR.

Vamos combinar, Mantega é pouco pra ajudar a engolir esse sapo. Aliás, nem KY resolve (desculpe o trocadilho grosseiro).

Para explicar mais, o caso é que a Receita Federal está atrasando a restituição de Imposto de Renda em função da queda da arrecadação verificada por conta da crise internacional.

Vamos por partes, como dizia Jack (o estripador):

1. A restituição do Imposto de Renda é aquela parcela que foi recolhida compulsoriamente e está acima do que deveríamos pagar. O valor foi recolhido no decorrer de 2008 e engordou os cofres públicos durante esse tempo.

2. Nenhum dos contribuintes brasileiros tem qualquer responsabilidade sobre a queda da arrecadação verificada;

3. Mais ainda, ninguém me consultou para saber se eu concordava com a necessidade de redução do IPI e, muito menos, com a necessidade de ampliação do quadro de servidores federais à razão de 44 novos por dia.

Assim sendo, é mais ou menos óbvio que o governo está se apropriando do que não lhe pertence e por motivo torpe (se eu não ganho, eu não gasto, não é assim?).

Ninguém faz nada?

Trabalhei para um sujeito que tinha uma expressão interessante. Ele dizia que “o que é bom para as costas é bom para os peitos”. Ã? um pouco rude mas estabelece a reciprocidade em uma relação.

Devo entender, portanto, que estou sendo autorizado a agir da mesma forma em relação ao governo, ou seja, gastar o dinheiro que deveria utilizar para pagar impostos em outras coisas mais nobres (aulas de ginástica, uma viagem ao Alaska, sei lá)?

Vamos brincar de compreensão de textos?

  1. O ministro da fazenda admite que está “tungando” o cidadão pagador de impostos;
  2. O ministro da justiça declarou que “foi bom o que aconteceu (com as provas do Enem), porque não apenas nós, mas toda a sociedade se tornou consciente da grande importância que tem o Enem para a educação no Brasil”;
  3. O ministro do meio ambiente, participou de um show em que disse que a maconha tem que ser descriminalizada;
  4. O governador de MS afirmou que estupraria o ministro do meio ambiente em praça pública;
  5. A justiça do país mantém um jornal sob censura há 69 dias, mesmo considerando que a Constituição proíbe a censura.

Afinal, qual a diferença entre esses cidadãos e os que estão nas penitenciárias?

Mas eu, como sempre, tenho uma sugestão: obrigá-los a utilizar os novíssimos supositórios-bomba da Al Kaeda. Que tal?

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OHHHHlimpíadas

Ontem o Rio de Janeiro deu mostras cabais de que Lula estava absolutamente correto ao afirmar que a cidade está pronta para sediar as Olimpíadas de 2016. Afinal, não é qualquer sede olímpica que resolve acender a pira com SETE anos de antecedência.

Para quem não sabe do que estou falando, ontem alguns trens viraram carvão na baixada fluminense (leia mais no Estadão, o jornal que está censurado há 69 dias e ninguém fala nada).

Mas, como disse, não sou contra as Olimpíadas no Rio. Sou contra o evento no Brasil. � uma patriotada sem sentido, sem estrutura e sem dinheiro.

Os Jogos Panamericanos, que inicialmente tinham um orçamento de R$400 milhões, custaram dez vezes mais. A lagoa da Guanabara, diziam, vai ficar limpa (não ficou); o problema do transporte público vai ser resolvido (não foi – aliás, ontem a fogueira começou porque os trens atrasaram).

Eu não sou profundo conhecedor do Rio de Janeiro ou de seus problemas crônicos, mas também não é disso que trato. Acho ótimo que um estado do Brasil tenha tanta identidade e projeção e que sua capital seja considerada, apesar de tudo, uma das melhores cidades do mundo para viver.

Minhas considerações estão centradas no fato de que estamos outra vez nos deixando envolver pela cantilena da politicagem mesquinha dos donos do país e de seus marionetes. Sarneys, Collors  e Lulas continuam mandando em seus currais e garantindo sua hegemonia com a distribuição de brindes, que compram com o dinheiro de todos os contribuintes. No meio dos brindes, 44 novos servidores contratados por dia de governo Lula, ou seja, quase 161 mil novos empregados garantindo a prestação de ótimos serviços públicos.

Não tenha dúvida: nós (você e eu também, infelizmente) vamos competir nas olimpíadas em várias provas. A primeira será a da carga tributária.

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Pão e Circo – 2

Como solução aos problemas sociais que se avolumavam por causa do desemprego, causado parcialmente pela escravidão, o império romano desenvolveu a política do â??Panis et Circensisâ? (Pão e Circo), que consistia em oferecer à plebe comida e divertimento.

Nesse contexto é que se desenvolviam as lutas dos gladiadores, para as quais foram erguidos estádios, entre eles, o Coliseu de Roma, que tinha capacidade para acomodar 50 mil pessoas e tinha 48 metros de altura. Um monumento que é considerado uma das maravilhas do mundo moderno.

Evidentemente tinha alguma esperança de que o Brasil – não necessariamente o Rio de Janeiro – não fosse escolhido para sediar as Olimpíadas. Meus argumentos são óbvios: estou cansado de ser tratado como gado.

O governo romano já utilizava o artifício de Lula, portanto, de novo não tem nada. Gostaria muito de acreditar que esse será um motivo a mais para tratar de nossas mazelas. Também não acredito.

Fato é que há 64 dias o Estadão está censurado, Sarney deu uma banana pra todo mundo e é continua na presidência do Senado, Lula sai com Dilma à tiracolo, às nossas expensas, fazendo campanha para garantir que ele seja o presidente em 2016 e, enquanto isso, um bando de palhaços aplaude sem pensar o fato de que teremos que encontrar mais de R$25 bilhões para investir em uma só cidade e torcer para que os bandidos não façam muita merda diante das câmeras de TV do mundo todo.

Não poderia escrever nada melhor do que Gustavo Poli (O Grande Pênalti), portanto, leia o texto.

Agora deixe de comemorar e tente pensar um pouco. Vamos tentar não nos envergonhar perante o mundo.

Ave César!

PS: A alternativa é acreditar que as previsões maias nos salvem e o mundo acabe em 2012…

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Economia e Política: uma mistura explosiva (Clap clap clap… Top top top)

Tá bom, tá bom. Hoje é sexta-feira, não é dia de falar de coisa séria mas eu prometo não ser muito chato.

Todo mundo já sabe: “se beber, não dirija”. O mesmo conceito deveria ser válido para “se for candidato, não fale em economia”. Aliás, não fale, não pense e principalmente, não aja em nada. Essas são ciências incompatíveis.

Explico as razões de minha bronca. Faz muito tempo que eu critico a mania petista de aumentar o Estado. Ã? fácil de entender a partir da lógica latina do “quem paga, manda”. Portanto, se eu tenho muitos funcionários, mando em todos eles, principalmente se ganharem bem, muito bem, bem mais do que ganhariam em condições “normais de temperatura e pressão”.

Nesse contexto, avaliação de resultado é um perfeito palavrão, normalmente relacionado com a “burguesia”.

O orçamento da União prevê para o ano que vem um aumentozinho básico no número de servidores: 70 mil. O BACEN já avalia que o impacto da folha de pagamento vai gerar aumento da inflação e, portanto, cogita aumentar os juros básicos (SELIC).

Antes que os “ejaculadores precoces” resolvam reclamar, cabe lembrar que a política monetária, capitaneada pelo Banco Central, tem o objetivo de (pasme) controlar a inflação. A quantidade de dinheiro em circulação e a taxa básica de juros são os principais mecanismos de controle da inflação, portanto, o BACEN está cumprindo seu dever.

O problema: Henrique Meirelles, presidente do Banco Central é o único executivo com força suficiente para segurar até mesmo o ímpeto populista de Lula, mas será candidato ano que vem. Deve, portanto, deixar o cargo.

Adivinhe se o novo presidente do BC será um petista!

O nome de Luciano Coutinho já vem sendo cogitado. No BNDES, que atualmente preside, Coutinho já mostrou claramente que abandona toda e qualquer técnica em prol da manutenção programática do partido, o que evidentemente se repetirá no novo cargo.

Isso já seria ruim em tempos normais mas às vésperas de uma eleição é potencialmente desastroso! A irresponsabilidade na condução da economia traz prejuízos a todos. Já vimos esse filme inúmeras vezes e corremos o risco de vê-lo reprisado. O resultado será obrigatoriamente o aumento da carga tributária, que trará ainda mais inflação.

Só que  o assalariado, que compra a prazo e acha que os juros mais baixos vão ajudar a diminuir a prestação do liquidificador, vai ser exatamente quem mais vai ser prejudicado com a volta da inflação.

Mas aí, também, vai ser outro governo e Pi(Lu)lates lavará as mãos, deixando a limpeza da sujeira para outro. O povo continuará batendo palminhas para a Copa do Mundo e para as Olimpíadas. Depois…

Clap clap clap… Top top top

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Quer uma Economia Vitaminada? Mude a tributação!

O presidente Lula finalmente concorda com Henrique Meirelles, presidente do Banco Central. Ele incentivou os empresários a retomar os investimentos: “Ã? como se a febre tivesse passado e agora não é hora de dar antibiótico. Ã? hora de dar vitamina” à economia.

Como sempre Lula abusa das metáforas sem conhecimento de causa e com o óbvio interesse de levantar uma nuvem de poeira.

Não é outra a razão para decretar, com festa e tudo, o fim da recessão. Seus sonhos de poder ilimitado acabam fazendo com que se considere plenipotenciário universal. Na prática a coisa não é bem assim.

Se é verdade que os sinais de recuperação estão se evidenciando, ainda falta muito para que tenhamos consistência no movimento. O Brasil conseguiu evitar – ou minimizar – a maior parte do impacto da crise internacional porque o sistema financeiro era muito conservador e porque as taxas de juros estavam em níveis tão estratosféricos que puderam ser utilizadas como eficaz ferramenta de promoção da velocidade de circulação da moeda no mercado interno, também auxiliada por reduções circunstanciais da tributação.

Ocorrem neste momento várias situações que podem gerar um movimento inverso ou, no mínimo, reduzir a velocidade da recuperação da economia.

Em primeiro lugar, o mercado interno não pode crescer indefinidamente, depende, portanto, do consumo dos outros mercados e o resto do mundo continua em processo de ajuste.

Por mais que Lula deseje colocar a culpa nos países desenvolvidos, nós, os subdesenvolvidos nos valemos dos investimentos dos “capitalistas selvagens”, para erguer nossas economias (ou você pensa que o Banco Central mantinha a SELIC nas alturas à toa?).

Outra ferramenta utilizada pelo governo foi a redução da carga tributária sobre segmentos importantes na geração de emprego e renda. Um exemplo claro: indústria automobilística.

Eu não vou me alongar em relação ao acerto ou não do segmento mas, para não deixar dúvidas, sob meu ponto de vista é uma idiotice promover um setor tecnologicamente dependente, insustentavel do ponto de vista ambiental e gerador de um crescimento ilimitado da infraestrutura.

No entanto, o fato é que o resultado foi o esperado, ou seja, aumentaram as vendas internas dos veículos novos, enquanto o resto do mundo sofria com uma quebradeira no setor. Só que agora, o governo pretende retomar a tributação como antes.

Não precisa ser economista ou tributarista para responder: O que você imagina que vá acontecer com as vendas a partir do aumento dos impostos?

Mas Lula deixou claro que o governo desistiu da reforma tributária. “Já mandei dois, e não vou mandar um terceiro projeto, porque nem tenho mais tempo”. E ainda por cima, jogou a culpa no cidadão: “A verdade é que parte da sociedade não quer a reforma”.

� tudo muito simples: Quer vitaminar a economia? Reduza a tributação!

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Brincando de aviãozinho – 5

Vexame Internacional - por Eliane Catanhede

Originalmente publicado na Folha Online

Lula foi ali, comeu uma moqueca com o presidente da França, Nicolas Sarkozy, e fez uma confusão dos diabos, com repercussão dentro e fora do país.

O processo de seleção para a compra de 36 aviões de caça para renovar a frota da FAB está no seguinte pé: a Aeronáutica já analisou todas as propostas, afunilou a escolha para três opções e está finalizando o relatório confrontando condições, preços e desempenho de cada um para apresentar a Jobim e, por ele, a Lula.

Mas Lula, embalado pela moqueca, pelo prazer da companhia de Sarkozy, pela ânsia de fechar logo a “aliança estratégica” com a França, meteu os pés pelas mãos. Chamou os diplomatas e produziu uma espécie de adendo ao comunicado conjunto para anunciar que o Brasil havia optado pelos Rafale, da francesa Dassault, em detrimento dos F-18, da Boeing dos EUA, e dos Gripen, da Saab sueca.

A notícia não foi manchete apenas em todos os grandes jornais brasileiros. Foi cair na rede da internet e parou em espaços generosos da imprensa internacional toda. Também, não é para menos. � negócio para a bagatela de R$ 10 bilhões.

Atônitos, brigadeiros, coronéis, capitães e toda a hierarquia da FAB se perguntavam:

1) Como é possível anunciar a escolha dos franceses, se o relatório técnico nem sequer foi concluído?

2) Com que cara nós vamos dizer aos suecos e aos americanos que a seleção era só de brincadeirinha, porque a decisão já tinha sido tomada?

3) Se o Brasil entregou o jogo e os Rafale já ganharam, como pressionar por melhores preços e juros?

Diante disso, lá foi o Comando da Aeronáutica reclamar com Jobim, ele próprio tão incomodado com o processo todo que se recusara a dar entrevista no Alvorada – apesar de toda a questão ser na sua área.

Bem, discute daqui, discute dali, o jeito foi providenciar um contorcionismo retórico para dar o dito pelo não dito. Sai o comunicado Lula-Sarkozy, entra a nota da Defesa. Era os Rafale, mas agora também podem ser os F-18, como bem pode ser também o Gripen.

Na verdade, a decisão está tomada há muito tempo e é política, não técnica. Lula e seu governo querem porque querem o acordo com a França, o parceiro rico que alavanca os sonhos de liderança do Brasil entre os emergentes e ajuda a reequilibrar o tal mundo unipolar (onde só os EUA mandam). Ok. Mas, mesmo com decisão política, há que seguir os “trâmites”!

Lula agiu como sindicalista afoito, não como chefe de Estado num processo de seleção internacional envolvendo valores bilionários. E a última foi ironizar a crise que ele próprio criou: “Daqui a pouco, eu vou receber [os aviões] de graça”.

Como se tudo tivesse sido um jogo para baixar os preços. Não foi. Foi voluntarismo puro e simples de um presidente que, com 80% de popularidade, acha que pode tudo.

Eliane Cantanhêde é colunista da Folha, desde 1997, e comenta governos, política interna e externa, defesa, área social e comportamento. Foi colunista do Jornal do Brasil e do Estado de S. Paulo, além de diretora de redação das sucursais de O Globo, Gazeta Mercantil e da própria Folha em Brasília.

E-mail: elianec@uol.com.br

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Brincando de aviãozinho – 4

Sinceramente nem eu havia me dado conta do real significado da declaração do presidente em relação à sua decisão de comprar os caças franceses Rafale.

� engraçado mas ele fala tanta asneira o tempo todo que os sentidos acabam ficando meio embotados porque nunca sobra nada mesmo, então nem presto muita atenção.

O primeiro a me chamar a atenção foi o comentário do Paulo Granja e nossa conversa posterior. Mas como não costumo dar pitaco em tema que não seja do meu conhecimento, novamente fiquei quieto.

Depois recebi o artigo do Carlos Brickmann, chamando a atenção para um fato absolutamente importante: a França “teria concordado em promover a transferência ilimitada de tecnologia, ou seja, possibilitando que o Brasil venda produtos que se utilizem essa tecnologia. Isso não é possível, por exemplo, com produtos americanos.

O Brasil é considerado “confiável” aos olhos dos demais países do primeiro mundo mas isso não é verdade em relação, por exemplo, em relação aos amiguinhos “cucarachas” do Lula (Hugo Chavez, Evo Morales, Rafael Correa e outros ditadores malucos).

Em tese, portanto, o Brasil poderia produzir um caça que poderia ser vendido à Venezuela que, por sua vez, poderia vende-lo ao amiguinho do Chavez, o ditador sopa-de-letrinha Mahmoud Ahmadinehad, o que evidentemente não agradaria nem um pouco os Estados Unidos ou Israel ou qualquer cidadão minimamente equilibrado.

Acredito que seja evidente, à essa altura, minha preocupação e o fato de que decididamente sou anti-belicista.

Repentinamente pensei a respeito dos meios utilizados pelo presidente e até que ponto ele pode decidir sozinho um negócio desse tamanho. Foi quando me deparei com o texto de Maria Cristina Fernandez, também publicado aqui, chamado “Sem defesa para a omissão”.

No texto a autora chama a atenção para a absoluta inexistência de uma oposição mínima que se colocasse como anteparo dos sonhos megalômanos de Lula.

Os escândalos são tantos que a sociedade não consegue acompanhar tudo o que acontece.

Agora Sarney posa de bonzinho em relação à internet, depois de censurar o Jornal O Estado de S. Paulo, o líder do PT continua sendo o bunda-mole do Mercadante, o número de vereadores foi aumentado, desconsiderando a necessidade de investimentos públicos e a insuportável carga tributária, Lula comemorou o fim da crise (incrível!!!) e o orçamento de 2010 prevê a contratação de 70.000 novos servidores, coincidentemente em ano de eleição.

Aliás, Lula parece estar indefinida e ininterruptamente em um palanque. O artigo de Eliane Catanhêde, que republico a seguir, comenta também esse aspecto do Vexame Internacional em que se transformou a declaração do presidente.

Será que só eu estou enxergando isso?

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[Economia de Convergência] A história da guitarra destruída – United brake guitars

Dave Carroll, da banda canadense Sons of Maxwell, na primavera de 2008 embarcou num vôo da United Airlines de Halifax para Chicago.

Era uma turnê de uma semana do grupo para Nebraska mas em Chicago Carroll viu os carregadores de bagagem da United jogarem sua guitarra feita sob encomenda no valor de US$3.500, que ficou severamente avariada.

A empresa nunca negou o fato mas durante nove meses ele tentou sem sucesso ser ressarcido pelo prejuízo. Durante esse tempo a empresa ficou transferindo a responsabilidade de um para outro setor.

Quando, por fim, a última pessoa (chamada Ms. Irlweg) com quem o cantor conversou informou que ele não seria reembolsado, ele prometeu que escreveria e produziria três músicas a respeito da experiência com a United Airlines e que deixaria um vídeo online para cada música, de forma que qualquer pessoa no mundo pudesse saber da história.

O primeiro vídeo, que você pode assistir aqui, é muito bem humorado e se tornou um “viral”, ou seja, um fenômeno de exibições da internet. Milhões de dólares investidos em uma companhia aérea foram para o espaço por conta da imbecilidade administrativa de um punhado de idiotas.

Ã? bastante provável que você nunca tenha ouvido falar nos “Filhos de Maxwell”, mas a United você conhece. Diz a razão convencional, aquela reinante nos tempos em que não existia a internet, que um poderio econômico como o de uma empresa aérea seria suficiente para bater sem esforço em um sujeito desconhecido, no entanto, veja os números dos canais de comunicação dos dois (com dados de hoje, aliás, 4 de Setembro, às 15:00hs (GMT -3:00):

  • Canal YouTube

1. Sons of Mawell (SM)

2.United Airlines (UA)

  • Exibições

SM: 5.379.298 (cinco milhões, trezentos e setenta e nove mil, duzentas e noventa e oito), desde 6 de julho de 2009

UA: 87.156 (oitenta e sete mil, cento e cinquenta e seis), desde 29 de julho de 2008, ou seja, praticamente um ano antes.

  • Comentários ao vídeo

SM: 21.854 (vinte e um mil, oitocentos e cinquenta e quatro)

UA: 127 (cento e vinte e sete), entre os quais vários fazendo menção ao fato de que a empresa quebra guitarras.

Não se trata de uma questão entre David e Golias, mas da falta de sensibilidade de corporações que ainda não perceberam a força da organização social.

Quanto custa reverter essa imagem? Quanto custaria ter pago o prejuízo e pedido desculpas pelo problema? O título da música (e refrão da música) é maravilhosamente auto-explicativo: “A United quebra guitarras”… precisa mais?

As corporações são tão estúpidas que não perceberam que não adianta jogar milhões em publicidade e deixar o seu cliente pendurado no telefone para ser atendido por uma pessoa incapacitada que o encaminhará, depois de muita musiquinha, a uma segunda, terceira, quarta…

Não adianta regulamentar. As empresas precisam aprender, mesmo que seja na marra.

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Eu odeio o “direito”! Viva Gilmar, o operador da “vontade”

Palocci(Viva Gilmar e Viva Palocci – se não leu nada a respeito, aproveite para ficar com náuseas AQUI)

Ã? isso mesmo: Eu odeio o “direito”!

Se você é o tal do “operador do direito”, pode se sentir ofendido porque, se tiver um mínimo de vergonha, vai ficar bravo. Pode entregar sua carteirinha da OAB ou levantar sua bunda mole e se manifestar contra o que acontece o tempo todo neste pedaço do mundo. Aí a decisão é sua.

Se quiser ficar bravo comigo, pode comentar à vontade. Eu aprovo TODOS os comentários, até os que me xingam. Aos mais inteligentes eu chego mesmo a responder.

Eu sou economista. S� economista. E gosto disso. E não vou fazer direito porque essa disciplina no Brasil é uma lenda e eu tenho coisa mais importante a fazer do que brincar de faz-de-conta.

Tenho vários amigos, familiares e conhecidos advogados (entre eles, juízes, promotores etc.), sem contar os “acadêmicos” ou “postulantes” (afinal, quem não tem?) e todos me olham torto porque eu sou absolutamente franco em relação a esse tema que a maioria das pessoas engole sem pensar: EU ODEIO O “DIREITO”.

Se o “direito” tivesse alguma serventia além de encher o saco de quem quer fazer alguma coisa decente, não precisaria de tantas instâncias e penduricalhos, mas principalmente, seus agentes estariam sujeitos ao crivo da aprovação popular.

Eu posso criticar o senador, o deputado ou qualquer suposto representante porque, afinal, voto ou não voto neles, de acordo com a quantidade de besteiras que façam. Se a população em geral resolver votar em alguma besta, o problema é de todos, mas pelo menos eu tive a chance de não votar em um salafrário.

Na justiça é diferente: o tal “membro” não é eleito e ainda por cima, é inamovível, daí esquenta ainda menos a cabeça ao decidir, por exemplo, que Palocci poderia ser absolvido “por falta de provas” (veja este artigo se quiser ficar ainda mais enjoado). Mas provavelmente na cabeça do infeliz do Gilmar Mendes e seus companheiros de decisão, o culpado é Francelino, o caseiro!

Depois tem gente que não consegue entender a razão de tamanha resistência dos investidores estrangeiros em relação ao Brasil. Permita-me explicar um pouco: não se pode considerar institucionalmente estável um país onde, por exemplo,

  • é absolvido por falta de provas um sujeito que sabidamente mandou quebrar sigilos bancários (e que recebeu os extratos);
  • a Constituição é flagrantemente desrespeitada em questões simples como a laicidade do Estado ou mais complexas, como a vedação à bitributação;
  • determina pagamentos de pensão exorbitantes, inclusive anteriores ao nascimento, se houver alegação da mãe, mesmo sem prova (ué, e o tal preceito de inocência até prova em contrário?);
  • condena a pagamento de “verbas trabalhistas” alguém que, sem ter sido citado, foi considerado revel em ação que lhe moveu um sujeito que nunca foi funcionário, prestador de serviço ou frequentou o local;
  • um juiz decide e sua decisão não pode ser cumprida porque as partes contrárias não concordam e fogem da citação.

Percebe a razão da célebre frase “de cabeça de juiz e bunda de bebê, ninguém sabe o que vem”? E todo mundo acha normal. Bom, eu não acho!

Neste país, juízes julgam de acordo com sua vontade e se gabam de fazê-lo.

Ora, então não chame a esse exercício de “direito”. Vamos mudar o nome para “operadores da vontade” – alheia ou própria. Aí eu concordo.

Tem vontade mais forte e menos forte. Tem aquela “gana” impressionante (atenção, eu disse gana e não gRana). Essa é diferente daquela vontadinha, tá de acordo?

Então, Viva o Gilmar Mendes, que é o principal operador da vontade do governo pizzaiolo.

Manda uma Margherita!

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A carga tributária e a falta de caráter

o brasão do economista tem como elemento central a cornucópia, símbolo mitológico da fartura� insuperável mesmo a criatividade do brasileiro. O governo só mostra ser um extrato da sociedade e, portanto, consegue exprimir essa criatividade com maestria.

Disso se trata a mais recente discussão acerca da (re)criação do mais novo velho tributo: a CSS, novo nome para a já conhecida e idiota CPMF, aquela mesma que ao ser extinta, não reduziu a arrecadação federal. A desculpa agora é a gripe (nova, H1N1, A, suína, porcina e sei lá o que mais).

Mas não é o governo que quero analisar porque, afinal, um governo ditatorial como o nosso, que manda prender estudantes que se manifestam pacificamente no congresso enquanto permite que grupos arruaceiros, supostamente representantes de sem-terra, quebrem portas, mesas e computadores no mesmo local, não é digno sequer de um comentário.

Poderia para reforçar a desnecessidade de analisar o perfil patológico desses senhores investidos no poder, avaliar a imbecilidade internacional de se manifestar contra o embargo econômico norte americano a Cuba e a favor do embargo norte americano a Honduras. Mas, como já disse, isso é bobagem, afinal, quem espera coerência do governo?

O que ainda me assombra – é isso mesmo, eu não perdi a capacidade de me indignar – é a falta de caráter do empresário e dos representantes de classe brasileiros.

Ã? isso mesmo, estou falando da outra categoria de representantes. Não do político investido de cargo constitucionalmente previsto mas daqueles presidentes de Ordens e Conselhos Profissionais (como o meu CORECON, por exemplo), Federações e Confederações as mais variadas, todas ou quase todas, poderosas e beneficiárias das “tetas” governamentais.

A cornucópia que ilustra o brasão dos economistas, é somente um símbolo mitológico e nosso povo deveria compreender que não existe o tal chifre do qual nascem riquezas intermináveis porque, no mundo real, não existe almoço de graça.

Ora, se as entidades patronais e representantes da sociedade civil organizada não se mobilizarem rapidamente contra esse novo avanço da mão grande federal sobre nossos bolsos, agora sob o pretexto de limpar o catarro da tal gripe, outra vez será penalizada a população e, para ser franco, muito mais a classe média porque, afinal, é ela que paga os tributos torrados nas falcatruas do Senado e de outras cloacas governamentais de semelhante odor e função.

Entretanto, se nem mesmo essas entidades se manifestam contrariamente, isso pode significar duas coisas: ou estão todas mortas e putrefatas, devendo neste caso ser enterradas por uma questão de saúde pública, ou já estão se preparando subterfúgios para sonegar mais este penduricalho tributário.

Mas a população assalariada em geral não tem como usufruir desses mesmos subterfúgios, portanto, a irresponsabilidade desses supostos líderes recai exatamente sobre essa classe a qual, supostamente representam, demonstrando total, completa e absoluta falta de caráter.

Portanto, é compreensível que todos as denúncias apresentadas contra o caquético presidente do senado tenham sido arquivadas, afinal, ele representa a sociedade brasileira, corrupta, amorfa e sem caráter.

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