Archive for the 'créditos de carbono' Category

Copenhague segundo Marina Silva

O meio ambiente será, com absoluta certeza, um dos temas recorrentes nas eleições de 2010.

Esta entrevista extremamente esclarecedora com a candidata do PV, Marina Silva, é muito interessante e demonstra uma clareza de análise poucas vezes vista no meio.

Marina faz uma análise do posicionamento político, não só do Brasil, mas do mundo, fazendo menção a ações no território nacional, inclusive a respeito do Acre.

Não interessa se você é contra ou a favor do tema. Assista e passe a se posicionar a respeito para ter referência quando os temas forem tratados durante a campanha.

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Governo alemão doa 6,5 milhões de Euros para o FUNBIO

A Mata Atlântica ganhou novo reforço para a proteção, uso sustentável e recuperação da vegetação.

No último dia 04, o governo alemão, por meio do Banco KfW, doou 6,5 milhões de euros para o Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio), a serem investidos em ações do projeto “Proteção da Mata Atlântica II”.

A implementação do projeto envolve a participação do Ministério do Meio Ambiente, do KfW e do Funbio, que têm três anos para usar os recursos doados.

A ideia é que o dinheiro seja usado na ampliação do Sistema Nacional de Unidades de Conservação, na introdução do sistema de pagamento por serviços ambientais, e na disponibilização de informações para decisões sobre a biodiversidade na Mata Atlântica e proteção do clima, além do trabalho de capacitação de especialistas e sociedade civil.

Além do apoio financeiro, os projetos terão o acompanhamento da Cooperação Técnica Alemã (GTZ). No início do próximo ano, será criada uma comissão técnica, com representantes das três instituições, para o acompanhamento das atividades do projeto, que serão desenvolvidos em parceria com os governos estaduais, municipais e sociedade civil.

Em 2008, o KfW investiu 2 milhões de euros, num período de um ano, para a primeira fase do projeto Proteção da Mata Atlântica. O recurso deu origem a uma série de ações de conservação da Mata Atlântica, realizadas pelo MMA, Instituto Chico Mendes e governos dos estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro, municípios e organizações não governamentais.

Em função do bom resultado das ações implementadas essa nova etapa inicia com um orçamento três vezes maior.

Fonte: InforMMA

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Pesquisador: REDD

Se você estiver planejando fazer pesquisa em REDD (Reduce Emissions for Deforestation and Degradation), talvez se interesse por esta oportunidade.

Um candidato brasileiro está sendo procurado para este projeto comparativo internacional sobre REDD, com estudos de caso em projetos no Brasil.

Para maiores informações, veja o arquivo REDD Researchers_161109

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The Economist: Brasil deveria remunerar preservação da Amazônia

Da BBC Brasil

A melhor maneira de evitar o desmatamento de florestas tropicais envolve uma mistura de duas idéias: o estabelecimento claro dos direitos de propriedade sobre a terra e um incentivo econômico para que esses proprietários não cortem as árvores, diz artigo publicado na revista britânica The Economist que chega às bancas nesta sexta-feira.

Segundo a revista, “Se essas políticas podem funcionar em algum lugar, é no Brasil, que possui 60% da maior floresta tropical do mundo. O Brasil tem motivos poderosos para preservar a Amazônia”.

“O desmatamento causa danos terríveis à reputação de um país que é pioneiro em energia renovável. Ele põe em risco a fábrica de chuvas da Amazônia, que permite ao Brasil ser um dos maiores exportadores de produtos agrícolas”, afirma a reportagem.

Segundo a revista, o Brasil, pelo menos, tem leis que restringem o desmatamento, além de um sofisticado sistema de monitoramento, mas “o problema é implementar a lei numa vasta área, onde muitos dos moradores não gostam das regras”.

“O primeiro passo é um registro próprio de terras confirmando quem possui o quê. Cerca de 15% a 20% da Amazônia pertence a proprietários privados, que deveriam manter 80% da floresta intactos (apesar de isso não ocorrer com frequência)”.

“A maior parte restante é de terras federais, mas na prática, está lá para quem quiser: títulos de propriedade são forjados, pessoas são mortas e o desmatamento se acelera por causa de disputas.”

Segundo o artigo, a lei aprovada este mês no Congresso, que legitima a propriedade de terrenos de até 1.500 hectares ocupados antes de 2005 e proíbe registros posteriores, tenta por fim “à bagunça”.

A lei arrisca beneficiar proprietários que usaram de violência para tomar posse da terra, diz a Economist, e o governo deveria complementar a lei com a decisão de tornar o resto da Amazônia em propriedade pública, como parques ou reservas.

“No momento faz sentido econômico cortar árvores: aqueles que o fazem podem vender madeira e transformar a terra em fazendas e ranchos para a criação de gado. Então a segunda ideia para salvar as florestas se baseia em mudar incentivos econômicos, pagando as pessoas para que não cortem árvores – uma ideia conhecida no jargão da diplomacia de mudanças climáticas como ‘redução de emissões por desmatamento e degradação’ (REDD, na sigla em inglês).”

“Como os países ricos já desmataram suas florestas enquanto se desenvolviam, parece justo que eles agora paguem parte deste custo”, afirma a Economist.

Apesar das dificuldades, vale tentar, diz a revista, simplesmente porque evitar o desmatamento é extremamente eficiente para desacelerar as emissões dos gases que provocam o efeito estufa.

“O REDD merece um lugar no acordo mundial sobre clima a ser negociado em Copenhague em dezembro, para substituir o Protocolo de Kyoto que expira em 2012(…) Mas eles (esquemas de créditos de carbono) só têm alguma chance de funcionar se os países onde operarem definirem claramente os direitos sobre terras florestais. Mesmo com falhas, a tentativa do Brasil em fazê-lo é um passo adiante”, conclui o artigo.

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Economia ecológica exigirá Terceira Revolução Industrial, diz cientista

Thiago Romero – 16/03/2009 – Inovação Tecnológica

Economia e ecologia

“Economia e ecologia são duas áreas que nunca estiveram tão próximas como nos dias atuais. Apesar da crise nos mercados financeiros, países de todo o mundo jamais observaram um crescimento econômico tão grande como nos últimos 20 anos, acompanhado por um aumento dramático da população mundial, que chegou a mais de 6 bilhões de pessoas.”

As palavras do secretário executivo do Ministério do Meio Ambiente da Alemanha, Matthias Machnig, ditas durante o Congresso Ecogerma 2009, na semana passada, refletiram a urgência atribuída por cientistas, gestores públicos e empresários à busca de tecnologias e soluções sustentáveis para a redução dos efeitos das mudanças climáticas no mundo.

O evento, que ocorreu em São Paulo, foi promovido pela Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha. Segundo Machnig, os problemas do mundo contemporâneo convergem para o fato de que a maior parte da população vive em sociedades industrializadas, consumindo altas quantidades de energia de diferentes fontes e esgotando os recursos do solo usado para a produção de alimentos.

Ecologia econômica

“Tudo indica que, depois que a crise passar, o crescimento populacional e econômico mundial continuará. Isso nos faz concluir que a ecologia será a economia do século 21. As tecnologias verdes serão um dos maiores impulsionadores da recuperação econômica dos próximos anos”, disse na conferência Greening the economy: inovação como chave para o desenvolvimento sustentável.

Nesse cenário, Machnig estima que os serviços ecológicos estarão cada vez mais próximos da economia. As emissões anuais de dióxido de carbono, segundo citou, chegaram ao patamar dos 28 bilhões de toneladas e estimativas indicam que, em 2050, serão pelo menos 60 bilhões de toneladas emitidas na atmosfera.

“Uma das metas necessárias para a estabilização climática é a redução de 50% das emissões globais até 2050, mesmo sabendo que até lá a população mundial será maior e, provavelmente, teremos mais indústrias. Por isso, também estamos convencido de que a única saída para atingir as metas ambientais é o início de uma terceira revolução industrial, que garanta a redução drástica do consumo energético nos próximos anos”, disse.

Terceira Revolução Industrial

Para Machnig, essa terceira revolução industrial deveria ser subsidiada, em um primeiro momento, pelo investimento maciço em novas tecnologias para redução das emissões de gases poluentes, acompanhada pela aceleração dos esforços mundiais em pesquisa e desenvolvimento para a identificação de inovações na área.

“Dispositivos inteligentes em veículos e edificações, por exemplo, devem não apenas consumir menos energia em curto prazo como também promover a redução das emissões dos gases. As empresas precisam aumentar a competitividade sendo mais amigáveis com o meio ambiente”, alertou.

“Mas essa terceira revolução industrial também só será viável se as empresas conseguirem garantir os empregos, sem deixar de transformar as soluções na área energética em novos problemas sociais. Sairão na frente as empresas que conseguirem ver oportunidades de negócio nessas mudanças de paradigmas ambientais, econômicos e de emprego”, indicou.

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Cana-de-açúcar made in Brazil 2

� assombroso o que pode o ser humano quando os esforços são orientados.

O mundo tem acompanhado – e muitas vezes se manifestados contrariamente – o desenvolvimento da tecnologia de produção do etanol. Neste espaço eu tenho dedicado com alguma freqüência menções ao tema e, em especial, às vantagens do ciclo de produção do etanol como substituto dos combustíveis derivados do petróleo.

Já comentei em outros textos o desenvolvimento do que se convencionou chamar de etanol de segunda geração, obtido a partir da celulose presente no bagaço e na palha da cana-de-açúcar. A aplicação dessa tecnologia trará um aumento de 30% na produção do combustível na mesma área cultivada, reduzindo substancialmente o impacto ambiental já altamente favorável quando comparado a petróleo-derivados.

Agora a mais interessante novidade nessa área vem da área de pesquisa em transgênicos. Cientistas brasileiros associados a suecos, estão estudando o processo de fotossíntese da planta para promover o aumento da produtividade a partir da manipulação genética. Leia AQUI a matéria completa publicada pela FAPESP.

Isso é conhecimento aplicado. � disso que precisamos. Mais pesquisa, mais conhecimento.

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Algas podem render mais biodiesel que qualquer planta

Agência Fapesp – 19/12/2008

Embora, entre as matrizes vegetais, a soja seja a principal base do biodiesel do Brasil, sua escala de produtividade é baixa – de 400 a 600 quilos de óleo por hectare – e tem apenas um ciclo anual. O girassol pode produzir um pouco mais, de 630 a 900 quilos.

Biodiesel de microalgas

No entanto, pesquisa realizada no Instituto de Biologia da Universidade Federal Fluminense (UFF) indica que microalgas encontradas no litoral brasileiro têm potencial energético para produzir 90 mil quilos de óleo por hectare.

Continue reading ‘Algas podem render mais biodiesel que qualquer planta’

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PodCast do dia 04.12.08

 

 
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Índios não querem mudança na Legislação, mas reclamam da FUNAI

Um grupo de 250 indígenas de Mato Grosso foram a Brasília ontem. Eles se reuniram com o presidente da FUNAI, Márcio Meira, e pediram que não seja feita a revisão do Estatuto do Índio. A mudança prevista regulamenta a mineração em terras indígenas.

â??Queremos que o estatuto não seja alterado, pois ele atende a todas as nossas necessidadesâ?, reclama Roni Pareci, um dos líderes do movimento indígena de Mato Grosso.

O indígena pareci também afirma que a Funai tem se distanciado muito dos índios, e suas decisões são baseadas na opinião de ONGs, e não de povos indígenas. â??Não queremos que a Funai seja tomada por uma ideologia â??onguistaâ??, desconsiderando nossos anseios, nossos propósitos.â?

Aumenta o Mercado de Créditos de Carbono

Na Polônia foi divulgado um relatório que dá conta de que o mercado mundial de compra e venda de cotas de emissão de gases causadores do efeito estufa cresceu 41% na primeira metade deste ano, para 38 bilhões de euros (R$122 Bilhões).

As transações de cotas de dióxido de carbono (CO2), também aumentaram nos primeiros seis meses de 2008, passando das 1,2 bilhão de toneladas de 2007 para aproximadamente 1,84 bilhão de toneladas.

O produtor de MS deve ficar atento a esse mercado porque ele pode se constituir em uma importante receita adicional.

A proposta do Protocolo de Kyoto, que criou a figura dos créditos de carbono, é promover a sustentabilidade, que é interesse de todos.

Novidades no blog Pensando Eco-Eco

- Estamos ajustando o lay-out. Amanhã teremos mais novidades
- Agora você pode encaminhar os textos através do “ShareThis”.

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Fundo mundial dá US$ 58 bi a projetos sobre mudança climática

O Fundo para o Meio Ambiente Mundial anunciou nesta quarta-feira (3) em uma conferência em Poznan, na Polônia, um pacote de US$ 58 bilhões destinado a financiar 20 projetos para a adaptação de países em desenvolvimento à mudança climática.

Dois desses projetos, que se desenvolverão em Samoa e Eritréia, foram apresentados durante a conferência das Nações Unidas (ONU) sobre a Mudança Climática, que acontece em Poznan até a próxima semana.

“O objetivo de nosso projeto é ajudar às zonas rurais, as mais ameaçadas pela mudança climática”, disse em coletiva de imprensa Seid Abdu Salih, coordenador do plano no país africano, uma das zonas mais afetadas pela seca nesse continente.

“Trata-se de introduzir espécies animais e plantas mais resistentes à seca e de ajudar os camponeses a encontrar fontes alternativas de renda”, acrescentou.

O ministro do Meio Ambiente de Samoa, Tuuu Leti Taulealo, explicou que o projeto aprovado para esse país será centrado em fornecer água doce às ilhas que o integram e em garantir a assistência sanitária perante males provocados por secas e inundações.

O apoio aos países menos desenvolvidos em sua adaptação às conseqüências do aquecimento global é uma das questões debatidas na 14ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática de Poznan.

A reunião na Polônia é fundamental para o futuro do planeta e nela se espera pactuar um Mapa de Caminho que no próximo ano permita carimbar em Copenhague um protocolo de redução de emissões pós-Kyoto que entre em vigor após 2012. (Fonte: Estadão Online)

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Estudo diz que mercado de gases estufa cresceu 41% em 2008

O mercado mundial de compra e venda de cotas de emissão de gases causadores do efeito estufa cresceu 41% na primeira metade deste ano, para 38 bilhões de euros, segundo dados apresentados nesta quarta-feira (3) pela Associação Internacional de Comércio de Emissões (IETA).

As transações de cotas de dióxido de carbono (CO2), o gás mais poluente, também aumentaram nos primeiros seis meses de 2008, passando das 1,2 bilhão de toneladas de 2007 para aproximadamente 1,84 bilhão de toneladas.

O estudo da IETA, divulgado durante a conferência das Nações Unidas para a Mudança Climática, realizada desde segunda-feira, 1, na cidade polonesa de Poznan, assinala que a compra e venda de poluentes poderia se desenvolver ainda mais se os EUA acreditassem em um mercado nacional de CO2.

Atualmente a União Européia centraliza a maior parte dessas operações relacionadas com direitos poluentes, com cerca de 70% do volume total global.

De acordo com o Protocolo de Kioto, os países mais desenvolvidos devem reduzir progressivamente suas emissões de gases causadores do efeito estufa para os níveis de 1990, embora as dificuldades para conseguir essa diminuição faça com que o mercado de compra de direitos de emissão tenha se desenvolvido nos últimos anos como fórmula para evitar sanções por excesso de poluição.

A Conferência das Nações Unidas termina no próximo dia 12 de dezembro, quando se espera que governantes de todo o mundo entrem em acordo para alcançar um pré-pacto que permita fechar um protocolo pós-Kyoto na próxima reunião, em Copenhague, em 2009. (Fonte: Estadão Online)

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