Archive for the 'ECOLOGIA' Category

Copenhague segundo Marina Silva

O meio ambiente será, com absoluta certeza, um dos temas recorrentes nas eleições de 2010.

Esta entrevista extremamente esclarecedora com a candidata do PV, Marina Silva, é muito interessante e demonstra uma clareza de análise poucas vezes vista no meio.

Marina faz uma análise do posicionamento político, não só do Brasil, mas do mundo, fazendo menção a ações no território nacional, inclusive a respeito do Acre.

Não interessa se você é contra ou a favor do tema. Assista e passe a se posicionar a respeito para ter referência quando os temas forem tratados durante a campanha.

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Bactérias despontam na produção de biocombustíveis

Redação do Site Inovação Tecnológica – 25/01/2010

Duas pesquisas independentes, que acabam de ser divulgadas nos Estados Unidos, mostram que as bactérias geneticamente modificadas logo poderão ser mais importantes do que as plantas usadas para a produção de biocombustíveis.

Biocombustível perfeito

Pesquisadores da Universidade da Califórnia modificaram geneticamente uma cianobactéria para fazê-la consumir dióxido de carbono e produzir o combustível líquido isobutanol, que tem grande potencial como alternativa à gasolina.

Para completar esse quadro, que até parece bom demais para ser verdade, a reação química para produção do combustível é alimentada diretamente por energia solar, através da fotossíntese.

O processo tem duas vantagens para a meta global de longo prazo de se alcançar uma economia sustentável, que utilize energia mais limpa e menos danosa ao meio ambiente.

Em primeiro lugar, ele recicla o dióxido de carbono, reduzindo as emissões de gases de efeito estufa resultantes da queima dos combustíveis fósseis.

Em segundo lugar, ele usa energia solar para converter o dióxido de carbono em um combustível líquido que pode ser usado na infraestrutura de energia já existente, inclusive na maioria dos automóveis.

Desconstrução da biomassa

As atuais alternativas à gasolina, o que inclui os biocombustíveis derivados de plantas ou de algas, exigem várias etapas intermediárias antes de gerar os combustíveis utilizáveis.

“Esta nova abordagem evita a necessidade de desconstrução da biomassa, quer no caso da biomassa celulósica, quer na biomassa de algas, algo que representa uma grande barreira econômica para a produção de biocombustíveis hoje”, disse o líder da equipe James C. Liao. “Portanto, [nossa biotecnologia] é potencialmente muito mais eficiente e menos dispendiosa do que as abordagens atuais.”

Transformando CO2 em combustível

Usando a cianobactéria Synechoccus elongatus, os pesquisadores primeiro aumentaram geneticamente a quantidade da enzima RuBisCo, uma fixadora de dióxido de carbono. A seguir, eles juntaram genes de outros microrganismos para gerar uma cepa de bactérias que usa dióxido de carbono e luz solar para produzir o gás isobutiraldeído.

O baixo ponto de ebulição e a alta pressão de vapor do gás permitem que ele seja facilmente recolhido do sistema.

As bactérias geneticamente modificadas podem produzir isobutanol diretamente, mas os pesquisadores afirmam que atualmente é mais fácil usar um processo de catálise já existente e relativamente barato para converter o gás isobutiraldeído para isobutanol, assim como para vários outros produtos úteis à base de petróleo.

Segundo os pesquisadores, uma futura usina produtora de biocombustível baseada em suas bactérias geneticamente modificadas poderia ser instalada próxima a usinas que emitem dióxido de carbono – as termelétricas, por exemplo. Isto permitiria que o gás de efeito estufa fosse capturado e reciclado diretamente em combustível líquido. Para que isso se torne uma realidade prática, os pesquisadores precisam aumentar a produtividade das bactérias e diminuir o custo do biorreator.

Bactérias autodestrutivas A equipe da Universidade do Estado do Arizona também usou a genética e as cianobactérias fotossintéticas, mas em uma abordagem diferente.

O grupo do professor Roy Curtiss usou os genes de um bacteriófago – um microrganismo que ataca bactérias – para programar as cianobactérias para se autodestruírem, permitindo a recuperação das gorduras ricas em energia – e dos seus subprodutos, os biocombustíveis.

Segundo Curtiss, as cianobactérias são fáceis de manipular geneticamente e têm um rendimento potencialmente maior do que qualquer planta atualmente utilizada como fonte para os biocombustíveis capazes de substituir a gasolina ou o diesel.

Mas, para realizar esse potencial, é necessário colher as gorduras dos micróbios, o que atualmente exige uma série de reações químicas muito caras.

Otimização

Para fazer as cianobactérias liberarem mais facilmente sua preciosa carga de gorduras, Curtiss e seu colega Xinyao Liu, inseriram nelas os genes dos bacteriófagos, que são controlados pela simples adição de quantidades-traço de níquel no seu meio de cultura.

Os genes dos invasores dissolvem as membranas protetoras das cianobactérias, fazendo-as explodir como um balão, liberando as gorduras.

A solução também não é definitiva, mas os pesquisadores já contam com um financiamento de US$5,2 milhões nos próximos dois anos para otimizar a reação e aumentar seu rendimento.

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[Economia de Convergência] O custo de ser a mulher de César

Publicado originalmente em minha coluna no BRPress

Pompéia era mulher de César e foi responsável pela organização dos ritos da Bona Dea (“Boa Deusa”) em Dezembro, exclusivos às mulheres e considerados sagrados. Mas durante as celebrações, ”Públio Clódio Pulquer” conseguiu entrar na casa disfarçado de mulher.

Em resposta a este sacrilégio, do qual não foi provavelmente culpada, Pompéia recebeu uma ordem de divórcio. César admitiu publicamente que não a considerava responsável, mas justificou a sua acção com a célebre máxima: “à mulher de César não basta ser honesta, deve parecer honesta”.

Você deve ter ouvido algo a respeito da COP15, a cúpula que discutiu medidas para tentar conter o aquecimento da terra em função das emissões de gases-estufa.

Além do encontro dos líderes mundiais e de uma participação bastante ativa até mesmo do presidente Lula, o evento contou com inúmeras manifestações paralelas, todas chamando a atenção para a necessidade de fazer algo mais concreto para evitar uma catástrofe.

Dentre os eventos, um chamou a atenção: o Troféu “Sereia Zangada”. O “prêmio” é concedido pela ONG Amigos da Terra Internacional e tem como símbolo uma sereia que está aborrecida pela poluição dos mares.

O engraçado é que o troféu foi concedido a uma das empresas que mais investe na imagem da consciência ecológica, a Monsanto. Isso tudo em função dos alimentos geneticamente modificados que passou a desenvolver e que são o centro de uma campanha em todo mundo.

A justificativa para condenar a empresa é o fato de que a soja modificada estaria promovendo o desmatamento.

Por outro lado, a empresa declara que “se orgulha de fazer parte da ‘nova Revolução Verde’, ao apostar na biotecnologia e desenvolver tecnologias que contribuem para aumentar a produção de alimentos, ao mesmo tempo em que reduzem o uso de agroquímicos, água e combustíveis e a emissão”.

Nesta altura do campeonato, pouco importa quem está com a razão, quem diz a verdade ou quem falta com ela. O estrago na imagem já está feito.

Eu não defendo ou critico a empresa, simplesmente constato que, independente dos esforços, dos investimentos em mídia e publicidade buscando criar uma aura de defensora do meio ambiente, é preocupante que tanta gente tenha a percepção exatamente oposta.

O tema “meio ambiente” estará cada vez mais presente em nossas vidas. Nada vai escapar e as empresas serão obrigadas a se comportar de forma absolutamente inequívoca em relação ao assunto.

As questões relacionadas a atendimento do consumidor não serão esquecidas de forma alguma. São consideradas ultrapassadas pelo mercado desenvolvido. Hoje o consumidor parte do pressuposto de que tem que ser bem atendido, no prazo acertado e nas condições determinadas. Além disso, ele quer comprar de um fornecedor que se importe com a natureza e com as pessoas que produzem.

Claro que ainda temos um longo caminho a percorrer e que a invasão de produtos chineses de preço baixíssimo e nenhuma preocupação com os aspectos sócio-ambientais ainda está causando muitas perdas na indústria do restante do mundo, mas essa tendência não é sustentável.

O mais interessante é que não adianta nada “parecer” consciente. O mercado é extremamente sensível, as informações divulgadas instantaneamente por todo o globo. Como esconder algo ou tentar restringir a divulgação? Impossível.

No Brasil ainda temos um longo caminho a percorrer nesse aspecto, não só em termos de consciência empresarial, mas também, do consumidor.

Sei que esta é uma época estranha para falar nisso porque, afinal, Natal é o momento do consumo exagerado, sem sentido. É o porre anual do consumismo tresloucado, justificado pela confraternização familiar e abençoado pela religião. Mas desconsiderando tudo isso, até quando o consumidor poderá transferir ao fornecedor toda a responsabilidade pela consciência ecológica e social?

Se às empresas é exigido que se comportem e demonstrem ser realmente preocupadas com as questões de interesse comum, até quando os consumidores poderão eximir-se de arcar com sua parcela de responsabilidade para tratar desses assuntos?

Num mundo em que nada (fora o Bin Laden) consegue se manter oculto por muito tempo, em breve nós, consumidores, precisaremos encarar o fato de que se existem empresas desonestas é porque nós as alimentamos, porque aceitamos tranquilamente o fato de que elas promovem a desigualdade ao manterem preços excessivamente baixos, aniquilando a concorrência e pagando mal seus funcionários.

As empresas precisam, sim, investir e acreditar na necessidade de serem mais conscientes de seu papel na sociedade e na construção de uma humanidade melhor e mais harmônica. E o consumidor?

Esse é o custo de ser e parecer um Cidadão 2.0!

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Finalmente! Não senti vergonha do meu presidente

Incrível! A mesma pessoa que, no Maranhão, queria tirar o “povo da merda”, conseguiu em Copenhagen se manifestar de forma clara, dura e propositiva.

O discurso de Lula ao criticar a posição dos países desenvolvidos foi perfeito, fora os problemas já tradicionais de concordância e pronúncia, claro.

A posição defendida foi a única realmente possível para nosso país, que detém o maior patrimônio natural do planeta. Estabelecer metas objetivas, investir, mesmo que com sacrifício, assumir responsabilidades com o bem comum.

O brilhantismo esteve na linha lógica e simples do discurso. O investimento a ser feito não é uma esmola, é o pagamento pelo que já tomamos de nossa Terra.

� natural que aqueles que tiraram mais, paguem mais e não é porque pagam mais, que têm direito de se meter na vida dos mais pobres. Não estamos com isso dizendo que não temos responsabilidade ou que nos eximimos do pagamento.

Mas o maior compromisso é o do desenvolvimento mais equilibrado para todas as pessoas, não importando em que país ou continente vivam.

Senti-me muito bem representado em Copenhagen. E olha que era o Lula falando… ou não?

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Governo alemão doa 6,5 milhões de Euros para o FUNBIO

A Mata Atlântica ganhou novo reforço para a proteção, uso sustentável e recuperação da vegetação.

No último dia 04, o governo alemão, por meio do Banco KfW, doou 6,5 milhões de euros para o Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio), a serem investidos em ações do projeto “Proteção da Mata Atlântica II”.

A implementação do projeto envolve a participação do Ministério do Meio Ambiente, do KfW e do Funbio, que têm três anos para usar os recursos doados.

A ideia é que o dinheiro seja usado na ampliação do Sistema Nacional de Unidades de Conservação, na introdução do sistema de pagamento por serviços ambientais, e na disponibilização de informações para decisões sobre a biodiversidade na Mata Atlântica e proteção do clima, além do trabalho de capacitação de especialistas e sociedade civil.

Além do apoio financeiro, os projetos terão o acompanhamento da Cooperação Técnica Alemã (GTZ). No início do próximo ano, será criada uma comissão técnica, com representantes das três instituições, para o acompanhamento das atividades do projeto, que serão desenvolvidos em parceria com os governos estaduais, municipais e sociedade civil.

Em 2008, o KfW investiu 2 milhões de euros, num período de um ano, para a primeira fase do projeto Proteção da Mata Atlântica. O recurso deu origem a uma série de ações de conservação da Mata Atlântica, realizadas pelo MMA, Instituto Chico Mendes e governos dos estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro, municípios e organizações não governamentais.

Em função do bom resultado das ações implementadas essa nova etapa inicia com um orçamento três vezes maior.

Fonte: InforMMA

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Pesquisador: REDD

Se você estiver planejando fazer pesquisa em REDD (Reduce Emissions for Deforestation and Degradation), talvez se interesse por esta oportunidade.

Um candidato brasileiro está sendo procurado para este projeto comparativo internacional sobre REDD, com estudos de caso em projetos no Brasil.

Para maiores informações, veja o arquivo REDD Researchers_161109

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Consciência ambiental a tiracolo

Por Luciele Velluto (Agência Estado)

Se o assunto da vez é sustentabilidade, não tem nada mais na moda do que as “ecobags”, bolsas ecologicamente corretas por substituírem as sacolas plásticas de compra e diminuírem o descarte de resíduos no meio ambiente. A cada uso de uma sacola retornável, deixam de ser utilizadas cinco sacolinhas de plástico.

Supermercados, lojas de produtos para casa e até lojas de bolsas oferecem produtos dos mais diferentes materiais, como algodão cru e tecido feito de garrafa PET reciclada. E os preços e modelos estão disponíveis para todos os bolsos e gostos.

De acordo com o Ministério do Meio Ambiente – que promove a campanha de conscientização pelo uso de sacolas retornáveis “Saco Ã? um Saco” – são consumidas em médias 12 bilhões de sacolas plásticas no Brasil por ano. Em média, são 66 sacolas por brasileiro nesse período. “Parece pouco, mas pessoas sempre usam sacola plástica no supermercado, padaria, farmácia, entre outros. Imagine quem faz grandes compras. A gente sempre tem mais saco do que precisa em casa e não percebe”, afirma a técnica em Consumo Sustentável do órgão, Fernanda Daltro.

O estudo do ministério sobre o aproveitamento das sacolas de plástico mostra que 80% dos sacos são reutilizados para descarte de lixo e acabam em lixões e aterros e não são reciclados. A previsão é que uma sacola demore 400 anos para se decompor. “Os sacos são feitos de plástico, que vem de um recurso natural. Ã? consumido petróleo e se gasta muita energia para se fabricar uma sacola”, explica a técnica do ministério.

Fernanda também conta que a opção por sacolas biodegradáveis não decolou porque a produção que utiliza amido de milho como base para a fabricação do bioplástico não é feita em larga escala, o que torna o processo industrial caro. “Fora que teria de ser implantado um processo de coleta seletiva e separação de resíduos nos aterros e lixões para que o descarte desse material fosse correto”, diz.

O campanha do Ministério do Meio Ambiente busca incentivar que os consumidores passem a fazer um uso consciente das sacolas plásticas e busquem utilizar as ecobags para diminuir os impactos que até um trilhão de sacolinhas no mundo podem causar anualmente no meio ambiente. “Sabemos que em uma sacola não cabe toda uma compra, mas já há preços de sacolas acessíveis ao consumidor em algumas redes varejista. A questão é a mudança de hábito”, comenta a técnica.

*Meus comentários:

Ecobag é um nome fresco para a conhecida sacola que nossas mães e avós sempre usaram.

Se todos tivesse a oportunidade de ver o que acontece com as sacolas perdidas em um pasto, por exemplo, que acabam sendo ingeridas pelos pobres animais, que não conseguem expeli-las, saberia o quanto deve tomar cuidado com essa “simples arma”.

Não se trata de ser ecochato, mas é uma grande mão para a natureza economizarmos as sacolinhas.

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A desertificação como problema macroeconômico

Por Sebastián Lacunza, da IPS

Buenos Aires, 24/09/2009 â?? A concepção da desertificação como um problema macroeconômico que envolve aspectos financeiro, produtivo, ambiental e da sociedade civil, é um objetivo primordial de Christian Mersmann, do Mecanismo Mundial da Conservação das Nações Unidas de Luta contra a Desertificação. Trata-se de um órgão subsidiário da Convenção, cujo mandato é elevar a efetividade e a eficiência dos instrumentos financeiros existentes e promover ações no sentido de mobilizar recursos para os países em desenvolvimento afetados pela desertificação.

Mersmann, diretor-executivo do Mecanismo, participa da Nona Sessão da Conferência das Partes (COP 9) da Convenção, que acontece em Buenos Aires desde segunda-feira até 2 de outubro e que reúne 2.500 especialistas e interessados em combater a degradação dos solos, uma tendência que nos próximos 40 anos poderia forçar o deslocamento de centenas de milhões de pessoas no mundo, segundo diversos estudos. Em Buenos Aires são avaliados os primeiros passos da estratégia global para a década 2008-2018, adotada em Madri há dois anos durante a COP 8.

â??Ã? necessário internacionalizar a idéia de que quando se degrada o meio ambiente isso afeta o preço dos tomates na quitanda ou no supermercadoâ?, disse o funcionário das Nações Unidas entrevistado pela IPS em um hotel da região central de Puerto Madro, na capital argentina. Mersmann ressaltou que â??os governos da América Latina, não todos, mas muitos, vêem de maneira crescente o papel macro que tem a degradação da terra. Cada vez mais se conscientizam de que custa enormes investimentos recuperar solos produtivos degradadosâ?.

â??Todos sabemos que os ministros das Finanças têm outras prioridades, mas, considerando a perda de produção agrícola e empregos, nossa tarefa não é convencer esse ministro a outorgar fundos, mas estabelecer uma agenda multilateral para analisar quais programas públicos, investimentos privados e financiamento local e internacional são necessáriosâ?, disse Mersmann. Nos primeiros três dias da COP 9, muitos conferencistas insistiram que a degradação da terra não é um conceito que se restringe aos solos, mas que se estende à disponibilidade de água, à vegetação e ao desenvolvimento humano.

O antropólogo Mersmann, com ampla experiência em programas de recuperação de terras degradadas na África, destacou o risco que implica a concepção estendida na América Latina de que â??os solos são inesgotáveisâ?, pelas grandes extensões produtivas ou semiprodutivas que se encontram sem exploração. â??Ã? um recurso escassoâ?, insistiu. Consultado sobre o efeito das monoculturas ou plantações dominantes, como a soja, que pelo desenvolvimento genético e cotações internacionais ocupam o lugar da pecuária e de outras plantações tradicionais, o funcionário disse que se trata de uma tendência â??extremamente perigosaâ? pela â??completa quebraâ? que pode causar à economia de um país as variações bruscas nos mercados internacionais.

Mersmann alertou que a produção em massa de soja tem efeitos negativos, ao encarecer outros produtos, como vem ocorrendo na Argentina, o que desatou a partir de 2008 enorme conflito político-econômico entre sindicatos de agricultores e o governo de Cristina Fernández. O especialista disse que â??a revolução verde através dos trangênicos é absolutamente desnecessáriaâ?.

Por um lado, Mersmann avaliou que â??as técnicas atuais permitem evitar o uso de sementes geneticamente modificadasâ?, enquanto no plano da sustentabilidade econômica â??o mercado crucial da Europa e, seguramente, dos Estados Unidos, não serão aptos no futuro para produtos alteradosâ?. Por fim, Mersmann analisou que o mundo â??já está em meio a um enorme conflito pela água, que se apresenta em conflitos locais. Em 10 anos não vai haver uma guerra tradicional em termos de armas entre um lado e outro, mas haverá conflitos locais com muito impacto na vida das pessoasâ?.

Na jornada inicial da COP 9, o secretário do Meio Ambiente da Argentina, Homero Bibiloni, reconheceu em entrevista coletiva que em seu país â??se tem uma visão de Pampa úmido (uma região agrícola altamente produtiva no centro do país que inclui as províncias mais ricas) apesar de ser uma superfície menor em relação ao territórioâ? nacional. Na Conferência Científica paralela à COP 9, o diretor-geral do Centro Internacional para a Pesquisa Agrícola em Áreas Secas, o libanês Mahmoud Solh, alertou que â??nossa segurança alimentar está em perigoâ?. Quarenta por cento da terra estão afetados por algum grau de desertificação, e isso altera a vida de 1,7 bilhão de pessoas, afirmou.

A geógrafa e pesquisadora argentina Elena Abraham, que integra o oficial Projeto Degradação de Terras em Zonas Áridas, afirmou que em três quartos do território argentino, considerados áreas secas, gera-se a metade da produção pecuária. O corte de 850 mil hectares de floresta nativa permite prever que até 2036 não haverá mais selva para destruir neste país, acrescentou a cientista e diretora do Instituto Argentino de Pesquisas das Zonas Áridas. Como dado positivo, o secretário-executivo da Convenção, Luc Gnacadja, de Benin, informou que â??entre 1991 e 205, 16% da área global de terras áridas melhoraram graças aos esforços de governos regionais e nacionaisâ?. IPS/Envolverde

(Envolverde/IPS)

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[Economia de Convergência] Sim, podemos! E Faremos!

Nestes tempos bicudos em que o cidadão se vê aturdido com as falcatruas sem fim promovidas nas cúpulas governamentais e privadas, o grande risco é o de acreditarmos que nada pode ser feito, que estamos abandonados à própria sorte. Nada pode ser mais falso!

As possibilidades de organização social são crescentes à medida que os limites físicos, distâncias, problemas de deslocamento e custos inerentes a eles, deixa de existir.

Uma idéia que congregue e um bom planejamento podem operar maravilhas em qualquer lugar.

Veja o que aconteceu na Estônia em 2008… A isso chamamos Cidadão 2.0!

E agora? Se eles conseguiram limpar o país todo em 5 horas com um punhado de gente, se nos unirmos todos, será que não conseguimos fazer o mesmo por estas bandas? E se considerarmos os efeitos dessas ações no meio ambiente? E na economia, com a possibilidade de reciclagem desse material?

Sim, #VAMOSFAZER

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II Festival de Tecnologias Sociais e Economia Solidária

Nos dias 01 e 02 de outubro o SOLTEC – Núcleo de Solidariedade Técnica da UFRJ e o Fórum Estadual de Economia Solidária realizam o II Festival de Tecnologias Sociais e Economia Solidária, cujo tema desse ano será Territórios em Rede.

O Festival está organizado em três partes: Troca de Saberes, Trocas Culturais e a Feira de Produtos e Serviços e acontecerá no Campus do Fundão (Cidade Universitária) , no Centro de Tecnologia.

Nas Trocas de Saberes na manhã do primeiro dia teremos uma mesa será sobre tecnologias sociais, economia solidária nos territórios e no segundo o debate é sobre as experiências das fabricas recuperadas pelos trabalhadores. � tarde, com uma programação simultânea, o público terá de escolher entre os eixos temáticos: culturas tradicionais e etnodesenvolvimento, agroecologia e agricultura familiar, rede de gestores e políticas públicas, tecnologia da informação e comunicação, cadeias e rede solidária de resíduos e estratégias de formação em economia solidária.

Na Feira o visitante terá oportunidade de conhecer e comprar os produtos e serviços oferecidos pelos empreendimentos de Economia Solidária, que incluem artesanato, alimentação natural, roupas customizadas e objetos de decoração. Os interessados poderão se inscrever nas Oficinas de reciclagem de papel, fotografia e de aquecedores soar. Uma novidade deste ano será a Feira de Trocas, onde não é permito o uso de dinheiro. Quem tiver alguma coisa que não precise, pode levar e negociar por outra que tenha interesse.

Nos dois dias a programação dura o dia inteiro e terá no intervalo do almoço um gostoso e variado cardápio oferecido pelas Trocas Culturais.

A programação reúne produções da universidade e da cultura popular e inclui exposições, dança, performance e poesia. Após os debates, no final da tarde, o programa reserva momentos de descontração com espetáculos de jongo e samba de roda.

Os trabalhadores/as da economia solidária poderão participar de um curso de formação, que será concluído durante o Festival. As inscrições para esse curso serão feitas através dos Fóruns Locais de Economia Solidária.

Toda a programação é gratuita, mas como diversas atividades têm número de vagas limitadas a preferência de participação será de quem se inscrever primeiro. Portanto não perca tempo. As inscrições podem ser feitas diretamente pelo site do Festival.

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