Monthly Archive for outubro, 2009

[Economia de Convergência] O bem comum: filosofia de vida ou teoria econômica?

Publicado originalmente em BRPress

Ser economista não é exatamente a profissão mais atraente da humanidade. Desde seus primórdios aqueles que se dedicam a esse estudo convivem com uma imagem bastante impopular. A própria disciplina foi apelidada pouco depois de seu nascimento como â??Ciência Lúgubreâ?, tudo porque trata de algo que integra nosso dia a dia de forma absoluta.

O problema é que o fato de atribuir valor, cria a necessidade de que pensemos a respeito. Romanticamente gostaríamos que tudo fosse de graça e abundante, mas como isso não existe, os economistas passam a ser os chatos de plantão.

Outra premissa falsa é a que coloca os economistas como algozes dos menos favorecidos e defensores dos poderosos. Nada mais falso!

A economista de maior destaque na atualidade, Elinor Ostrom, ganhadora do prêmio Nobel de Economia, foi agraciada com esse prêmio exatamente por seu trabalho para definição do valor do â??bem comumâ?.

Embora pareça um tema meio aborrecido, o que Ostrom estuda é uma forma de valorar e administrar coisas que pertencem a uma coletividade. Praças, praias, rios e matas, por exemplo, são temas desse estudo.

A cientista considera essencial que a comunidade diretamente vinculada a esses patrimônios coletivos, seja sua gestora, numa inversão da responsabilidade à qual nos acostumamos. Essa comunidade usufrui dos bônus e ônus de sua gestão, podendo â?? e devendo â?? interagir com outras comunidades afins, para obter melhores resultados.

Principalmente no Brasil, estamos muito acostumados a reclamar dos políticos e das empresas, mas nos esquecemos que é o nosso voto e nosso dinheiro que o elege os primeiros e gera lucro às companhias.

O que me entusiasma nessa linha de pesquisa é o potencial que começa a ganhar a partir das possibilidades de acesso oferecidas pela internet.

Um estudo da Nielsen publicado esta semana constata que há 11 milhões de brasileiros acessando Internet em seus celulares. São pessoas que podem e devem participar ativamente da gestão do bem comum, organizando-se, errando, acertando mas, sempre, sendo responsável pelos resultados.

A sociedade estruturada dessa forma descentralizada continuaria apresentando a necessidade do poder constituído, claro, mas não seria uma simples espectadora. Pelo contrário, participaria ativamente das decisões tomadas e cobraria os resultados.

Várias experiências têm sido conduzidas no mundo utilizando as ferramentas de comunicação da internet para reunir pessoas em torno de um mesmo objetivo, desde um site de apoio às mães em seu relacionamento com filhos, até um time de futebol inglês, no qual todos os sócios participam das contratações e escalações dos jogadores.

Extrapolando essas possibilidades, imagino qual será a primeira empresa de telefonia no Brasil a oferecer aos seus clientes a possibilidade de que interfiram em seus planos de ampliação, em sua prestação de serviço.

Para isso, o cliente deverá compreender que tarifa que está pagando é justa e que ele não faz um favor à empresa por ser seu cliente, uma vez que está recebendo a prestação do serviço que lhe é essencial. A empresa, por sua vez, deverá ser clara o suficiente para que seus valores sejam reconhecidos por seus clientes e que estes sintam-se parte integrante de seus resultados, compreendendo que seu negócio é satisfazer a necessidade dos seus clientes.

A metáfora do time de futebol me parece muito esclarecedora. Afinal, o que leva milhares de torcedores a um estádio? Todos estão ali com o objetivo de dar apoio, de demonstrar sua predileção por um grupo, mesmo não tendo qualquer remuneração para isso, pelo contrário.

Faz parte desse movimento de conscientização o desenvolvimento de valores. � preciso compreender que somos partes de uma mesma realidade e que, portanto, não é possível que uma parte seja exageradamente beneficiada em detrimento de outra.

Desses valores fazem parte questões que somente agora passam a integrar as visões das empresas como meio ambiente e responsabilidade social.

Mais do que simples argumentos de marketing, esses aspectos serão essenciais para destacar empresas e comunidades no mundo das comunicações.

Estamos vivendo uma profunda alteração dos nossos paradigmas. Que bom!

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Políticas Públicas para o Semiárido: Experiências e conquistas no Nordeste do Brasil

A Rede Macambira, que é um conjunto de ONGs que atua no semiárido brasileiro, elaborando estratégias para influenciar atividades rurais que preze pelos princípios agroecológicos da sustentabilidade, lança o livro â??Políticas Públicas para o Semiárido: Experiências e conquistas no Nordeste do Brasil‘, organizado por Angela Küster e Jaime Ferré Marti, publicado pela Fundação Konrad Adenauer.

A publicação pode ser acessada AQUI

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Além de soja, exportamos cérebros

Por André Faust – Exame/negócios

O agrônomo paulista Cláudio de Oliveira era coordenador de desenvolvimento de produtos na subsidiária brasileira da Basf no ano 2000 quando se deparou com uma situação digna de fábula infantil. Meses após o lançamento de um fungicida (produto usado no combate a fungos), Oliveira começou a receber relatos de agricultores de todo o país. Eles diziam que, além do controle de parasitas, o produto estaria gerando vegetais mais verdes, maiores e mais produtivos. O fenômeno deixou os pesquisadores eufóricos. Sob coordenação de Oliveira, a Basf brasileira iniciou uma investigação dos supostos efeitos extraordinários do fungicida, envolvendo pesquisadores de uma dezena de universidades. Seis anos após os primeiros relatos, os produtos do selo AgCelence — criado com o resultado das pesquisas lideradas por Oliveira — tinham potencial de venda avaliado em 500 milhões de euros anuais. Dos Estados Unidos à Itália, o conceito passou a ser adotado em filiais da Basf pelo mundo. No final de 2007, o sucesso da descoberta levou à transferência de Oliveira para a matriz da multinacional, na Alemanha. Num laboratório situado em Limburgerhof, ao sul de Frankfurt, ele hoje coordena a equipe global de desenvolvimento de fungicidas. “Fui chamado para reproduzir aqui a experiência que desenvolvemos no Brasil”, diz.

Casos como o dele mostram que o agronegócio brasileiro não se limita a exportar commodities como soja e açúcar. Os cérebros também conquistam espaço lá fora. “Nossas competências estão avançando muito em termos globais”, afirma Roberto Rodrigues, ex-ministro da Agricultura e coordenador do Centro de Agronegócio da Fundação Getulio Vargas de São Paulo. Um bom indicador é o número de brasileiros que trabalham em multinacionais do setor espalhados pelo mundo. Na Basf, há 29 expatriados do Brasil. Nas unidades da americana Monsanto, há 16. No grupo suíço Syngenta, são 14. Na também americana John Deere, 12. A ideia de que estadas no exterior são apenas etapas de qualificação na carreira ficou para trás. “Hoje, os brasileiros são transferidos não apenas para aprender, mas especialmente para ensinar”, afirma Ricardo Miranda, diretor da Monsanto do Brasil.

Do campo aos laboratórios, a demanda por conhecimentos e práticas aprimoradas por brasileiros é diversificada. Em março, o engenheiro de produção Rodrigo Abud, de 30 anos, deixou o posto que ocupava na Syngenta em São Paulo para assumir na Suíça o desenvolvimento, em dez países do Leste Europeu, de uma solução de negócio em que ele já acumulava cinco anos de experiência e bons resultados no Brasil. Pelo modelo, o produtor tem a opção de pagar parte da compra de sementes e defensivos com sacas de produto ao final da colheita. Por trás da aparente simplicidade do modelo, há uma operação financeira que envolve cálculos e projeções dos preços no mercado futuro e a logística de entrega da produção. A complexidade é maior quando se considera que isso é feito ao mesmo tempo com milhares de agricultores. A solução contorna a crônica escassez de crédito no campo — problema comum a economias em desenvolvimento. “O cenário no Leste Europeu hoje é muito semelhante ao que encontrávamos no Brasil há alguns anos”, diz Abud.

O caso mais evidente da difusão de tecnologias e de competências brasileiras no agronegócio é o processo de internacionalização da Embrapa. A primeira incursão da Embrapa no exterior data de 1998, com a instalação de um laboratório de cooperação científica em Maryland, nos Estados Unidos. Hoje, a estatal mantém outros três laboratórios em países da Europa e na Coreia. Na África, em novembro de 2006, foi inaugurado em Acra, capital de Gana, o primeiro escritório de transferência de tecnologia da Embrapa no exterior. Em menos de três anos, o escritório foi procurado por 35 países. “Atendemos demandas de países que conhecem o sucesso do Brasil na área agrícola e querem reproduzir nossos conhecimentos”, afirma o agrônomo Paulo Galerani, funcionário da Embrapa em Gana. Agora, a empresa estuda a criação de uma unidade em Moçambique. Para Chade, Mali, Burkina Faso e Benim foi criado o programa Cotton 4, que transfere tecnologia de produção de algodão. A presença da Embrapa na África também tem servido para a ligação de empresas brasileiras do agronegócio com governos e grupos privados africanos interessados em obter tecnologia. “Recebemos pelo menos uma demanda por semana”, diz Galerani. As intermediações já deram origem a vendas de sementes, máquinas e fábricas completas. “O potencial do mercado africano para as empresas brasileiras é enorme”, afirma Mark Lundell, especialista em agricultura do Banco Mundial. “A Embrapa está se transformando numa abridora de portas para elas.”

Em alguns casos, a exportação de conhecimento se dá em níveis mais básicos. Há dois anos, o agrônomo goiano Rodrigo Camargo foi contratado pela agropecuária Muguidjana, empresa controlada pelo grupo português Thanda Vantu, para a execução de um projeto de pecuária no norte de Angola. Assolado por uma guerra civil que durou três décadas, o país havia perdido a pouca tradição que tinha no trato com o gado. “Tive de ensinar como tocar uma fazenda praticamente do zero”, diz ele. Os ensinamentos hoje ficam a cargo de 20 técnicos brasileiros que foram enviados ao país para treinar 70 angolanos que moram na propriedade. A rotina passa por aulas de montaria a cavalo, manejo de tratores e instalação de cercas. “Agora os angolanos já fazem sozinhos boa parte do trabalho”, diz Camargo. Sim, mas com jeito brasileiro.

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Os números da mídia social

Não tem jeito. Se você acessa internet já ouviu falar em rede social, mídia social ou alguma coisa parecida. Já tem – ou vai ter em breve – uma conta no Orkut, Twitter, Facebook, SecondLife ou Flickr, fez uma pesquisa no Google ou YouTube e se não fez vai acabar fazendo uma reclamação no ReclameAqui.

� tudo muito novo, os números são incríveis. Tanto que é difícil de acompanhar.

Veja o aplicativo que Gary Hayes desenvolveu para que possamos ter alguma idéia da enxurrada de números.
São valores calculados a partir do momento em que você chegou a esta página. Os itens são os seguintes:
1. Novos textos postados em Blogs; 2. Membros adicionados ao Facebook; 3. Dólares gastos em compras virtuais no mundo; 4. tweets postados no Twitter; 5. Vídeos assistidos no YouTube; 6. Programas baixados em IPhones; 7. Dólares gastos em presentes do Facebook; 8. Horas de vídeo postados no YouTube; 9. Novos usuários do Twitter; 10. Mensagens de texto entre avatares do Second Life; 11. Receita em dólares a partir de serviços móveis de mensagem e dados; 12. Horas gastas com o Facebook; 13. Horas de mensagens de voz trocadas entre usuários do Second Life; 14. Eventos criados no Facebook; 15. Pesquisas feitas no Google; 16. Emails enviados no mundo; 17. Receita de anúncios no Facebook; 18. Mensagens de texto via celular no mundo; 19. Vídeos enviados ao Facebook; 20. Imagens enviadas ao Flickr; 21. Novos internautas no mundo.

Sabe o que eu acho engraçado: tem muita gente que ainda acha que isso tudo é bobagem pura!

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A única esperança

Ouvindo um “baba-ovo” do governo defendendo a absurda carga tributária e criticando quem demonstra que o governo é corrupto em peso, só me ocorre uma forma de acabar com tudo isso

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[Economia de Convergência] Empresas que se importam

Esta foi uma semana repleta de boas surpresas! Não é que tenha a esperança de que num passe de mágica as empresas tenham resolvido dar ao cliente a devida atenção, mas tive a oportunidade de presenciar dois episódios, de duas importantes companhias que me deixaram bastante otimista.

Hoje vou narrar somente o primeiro caso. Foi uma â??coincidênciaâ?, ocorrida em função de uma viagem para uma reunião com a segunda empresa.

No rápido deslocamento entre S. Paulo e Rio de Janeiro o presidente da companhia aérea estava presente no mesmo vôo. Identificou-se e, além de â??fazer o comercialâ?, conduziu uma rápida pesquisa para saber quais clientes voavam pela primeira vez nos seus aviões e quantos estavam utilizando o â??passaporteâ? de uma promoção. Depois, passou em todos os assentos para um papo rápido com os passageiros.

Parece bobo, mas considerando que eu tenho algumas horas de vôo no currículo e que nunca havia presenciado isso, realmente foi uma agradável surpresa que, aliás, se repetiu no regresso quando esteve presente não o presidente, mas o sócio majoritário da mesma empresa.

Por sua vez, também agradeceu a presença dos passageiros-clientes, pediu desculpas por eventuais transtornos na aquisição das passagens promocionais e, num gesto extremamente simpático, fez questão de participar do serviço de bordo, aproveitando, evidentemente, para conversar com cada um.

O episódio lembrou-me uma história contada em algumas palestras: Um viajante exausto pára num pequeno hotel, num longínquo e frio lugar onde nunca tinha estado antes.

Sem grandes expectativas, dirige-se à recepção e um atendente sorridente o aguarda. Por não ter alternativas, nem mesmo pede para ver o quarto e se registra imediatamente.

Ao entregar-lhe a chave do quarto, o atendente observa que o visitante deveria estar cansado da viagem e sugere que ele escolha a refeição do jantar para que não demorasse a ser servido quando voltasse do banho que, por certo, iria tomar.

Concordando e agradecendo, o hóspede tomou algum tempo escolhendo a refeição e dirigiu-se ao quarto, lá encontrando suas malas e uma convidativa banheira com água morna.

O quarto simples pareceu-lhe absolutamente acolhedor: uma cama confortável com lençóis brancos, um cobertor, com uma pequena lareira onde pode notar uma caixa de fósforos uma janela com cortinas. Nada, enfim, que realmente impactante.

Não resistiu ao convite da banheira e nela mergulhou, relaxando e recuperando as energias para, em seguida, dirigir-se ao pequeno restaurante do hotel onde a mesa posta o aguardava.

Sentando-se, foi recebido pela garçonete que, além de certificar-se de que seu pedido estava correto, perguntou-lhe, chamando-o pelo nome, se gostaria que a lareira de seu quarto fosse acesa enquanto ele comia, com o que assentiu.

A essa altura o cliente já estava completamente envolvido pela atmosfera e, depois do jantar bem preparado, resolveu deitar-se e, chegando ao quarto, deparou-se com a lareira acesa, as cobertas da cama já abertas e um pequeno chocolate sobre o travesseiro, acompanhado de um cartão que lhe desejava â??boa noiteâ?.

Dormiu esplendidamente. Acordou completamente refeito e se foi, satisfeito.

No caminho, com as energias recompostas, foi incapaz de esquecer a sensação de tranqüilidade experimentada e passou a relembrar cada circunstância quando percebeu que seu encantamento havia se dado sem que o hotel gastasse nada além de uma caixa de fósforos, um chocolate e um pequeno cartão. Todo o demais era um pressuposto da hospedagem. O encantamento havia se dado por atitudes absolutamente simples.

A alegria dos passageiros durante o vôo, conversando animadamente com o dono da empresa que lhes servia batatas fritas e wafer de chocolate não custou absolutamente nada mas mudou a atmosfera durante uma rápida viagem de 50 minutos. Quer mais simples que isso?

Um comentário feito por ele foi o marketing mais direto que eu já vi: – Se você está gostando de voar conosco, conte a seus amigos e vizinhos.

Afinal, este é um exemplo de uma empresa voltada para o consumidor 2.0 ou é simplesmente o retorno aos velhos e bons tempos da conversa direta com o â??Seu Manoelâ?, o dono do armazém? Será que não é a mesma coisa?

A importância que se dá ao cliente não está em frases de efeito ou caríssimas campanhas, mas na atitude que as pessoas das companhias têm em relação a eles.

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Você vai apertar a campainha e usa qual dedo? Se for o indicador…

“Se for o indicador, você quase certamente tem mais de 30, porque os mais jovens usam o dedão. Simples assim” – escreve Silvio Meira, professor da Universidade Federal de Pernambuco e cientista-chefe do Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (CESAR), no seu texto ‘A consagração do dedão…’ no livro ‘Do Broadcast ao Socialcast’.

Segue – “Os dedões mais novos, e as porções do cérebro que os controlam, estão se adaptando aos celulares, playstations e controles de consoles há anos. Os ‘novos’ dedões e suas funções cerebrais são mais fortes e ágeis, mais precisos, mais capazes e muito mais úteis do que os velhos dedõesâ?¦”.

E ainda – “Durante muito tempo, pensadores e analistas ‘mais velhos’ teorizaram que ninguém nunca faria nada de útil num celular porque, principalmente, os teclados eram pequenos e as teclas, minúsculas e multifuncionais (demais). Esqueceram, como sempre, de ler Douglas Adams (sobre o futuro)â?¦â??.

Ainda – “Tudo o que já existia no mundo antes de nascermos é absolutamente natural; as novidades que aparecem enquanto somos jovens são uma grande oportunidade e, com alguma sorte, podem até ser uma carreira a seguir; mas tudo que aparece depois dos trinta é anormal, um fim do mundo que conhecemos, até que tenhamos convivido com a coisa por uns dez ou quinze anos, quando começa a parecer normal” :- ).

Ã? sensacional, nao acham?

Siga o Twitter do Julio Hungria.

Publicado originalmente no BlueBus

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[Economia de Convergência] Cidadãos e Professores 2.0

12695_0002egst15 de Outubro, dia do Professor! Há alguns anos os Mestres estariam recebendo homenagens, muitas maçãs, abraços e um mínimo de reconhecimento. Empolgados talvez com os avanços tecnológicos, nos esquecemos dessa figura essencial em nossa civilização.

Os tempos realmente são outros. O quadro (que era negro, passou a verde e depois, a branco) agora já não existe em muitos lugares, substituído por outros suportes monitores, telas, projetores. Ao mesmo tempo, professores são agredidos em sala de aula, desrespeitados por seus pupilos ou obrigados a enfrentar enormes distâncias e riscos para desempenhar seu papel na sociedade.

A escola, coitada, não consegue acompanhar a evolução tecnológica e continua tentando utilizar a mais que superada estrutura de ensino do século passado, exatamente no momento em que vivemos a era do Conhecimento.

O que acontece? Onde nos perdemos?

Na verdade a mesma tecnologia que nos permite estar em contato com praticamente qualquer pessoa em qualquer lugar, é a mesma que nos mantém separados. O problema é tão sério que mereceu um projeto da Comissão Européia denominado TA2 (Together Anywhere, Together Anytime â?? Juntos em qualquer lugar, a qualquer momento) â?? acesse o site neste endereço http://www.ta2-project.eu/ (vou falar mais nele em outro artigo).

Mas se existe tanta tecnologia, se existem os famosos â?? e alguns realmente eficazes â?? cursos baseados em tecnologia de Ensino à distância (EAD), por que razão continuamos tão distantes da democratização do ensino?

Fato é que a falta de preocupação com o ensino no Brasil é histórica. Tanto quanto é conhecido o efeito da educação sobre as economias.

Conta-se que quando Deng  Xiaoping visitou Cingapura e a Coréia do Sul, depois de ter-se dado conta de que seus próprios vizinhos estavam enriquecendo de uma  maneira muito acelerada em função dos programas educacionais implantado naqueles países, regressou a Pequim e disse aos velhos camaradas maoístas que o haviam acompanhado na Grande Marcha: â??Bem, a verdade, queridos camaradas, é que a mim não importa se o gato é  branco ou negro, só o que me interessa é que cace ratosâ?.

O efeito, todos conhecemos. A China cresce a índices estonteantes, superiores 10% ao ano, enquanto a economia mundial e em especial a brasileira se arrasta.

Vejo com muito otimismo o desenvolvimento de canais de comunicação entre consumidores e fornecedores, quer estejamos falando de venda de produtos e serviços, quer da relação entre eleitor e candidato ou do cidadão com o governante e representantes eleitos.

O problema é que a falta de capacitação acadêmica acarreta a mendicância moral, muito mais complexa e difícil de resolver do que a miséria.

Num país que realmente preze pela educação, os professores, responsáveis diretos pela transmissão do conhecimento acumulado e pelo futuro da nação, serão consagrados.

Enquanto isso não acontecer, continuaremos dependendo da abnegação de alguns poucos Mestres e de sua incansável disposição de servir.

De minha parte, parabéns, Professores, pelo seu dia! Obrigado por sua dedicação.

Publicado Originalmente no BRPress na coluna “Cidadão 2.0″

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Legislação Brasileira compilada

Já está disponível ao público a â??Compilação da Legislação Vigente no Brasil Referente ao Uso, Conservação e à Proteção de Espécies da Faunaâ?.

Na página do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Primatas Brasileiros â?? CPB/ICMBio/MMA, clicando em â??Legislação de Faunaâ? (ou direto no link: <http://www.icmbio.gov.br/cpb/index.php?id_menu=182&Legisla%E7%E3o%20de%20Fauna>), você terá acesso a um texto explicativo sobre a Compilação e o seu uso e poderão baixar livremente o material.

Referência: Levacov, Diana (Org.). Compilação da Legislação vigente no Brasil referente ao uso, conservação e à proteção de espécies da fauna. João Pessoa: CPB/ICMBio, 2008. p. 63. (Disponível em: <http://www.icmbio.gov.br/cpb/modulos/downloads/LegislacaoFauna.zip>. Acesso em: 29 set.2009.).

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Dia do professor… quem se lembra?

Jogo do Brasil em Campo Grande, MS. Ponto facultativo no município e no estado. Esquema de segurança e de trânsito para ver 22 marmanjos – a maioria dos quais semi-analfabetos, mas ganhando “os tubos” – correndo atrás de uma bola.

Festa na cidade, brincadeira dos cuiabanos, que tiveram sua cidade escolhida para sub-sede da Copa, fila para comprar ingressos (até presente de aniversário de namorada deve ter virado), gente se acotovelando, carros parados looooonge, evidentemente maior risco de furto.

Não é dor de cotovelo, nem inveja pelos altos salários dos jogadores. Nada disso me incomodaria, não fosse o fato de que amanhã é Dia do Professor mas ninguém lembra disso.

Como as escolas já aproveitaram para declarar a “semana do saco cheio”, nem aluno tem para homenagear o profissional que é responsável pela organização do raciocínio, pela condução do aprendizado.

Eu sei que a internet é fantástica, mas vejo no professor, um ícone a ser reverenciado. Aquele abnegado que tem sido obrigado a suportar até violência física, se submetido a jornadas exaustivas até escolas remotas ou em locais perigosos; aquele pesquisador, que apesar das dificuldades deste país, teima em ser repositório do conhecimento.

Imagine a repercussão de uma greve de jogadores de futebol neste país. Agora compare com o que acontece vez por outra em relação às greves dos professores. No entanto, se desaparecessem TODOS os jogadores de futebol, não haveria nenhum reflexo para a sociedade, com exceção de, talvez, menos fraturas ou violência pelas ruas. Mas se deixassem de existir pessoas dispostas a transmitir conhecimento, a civilização sucumbiria em duas ou três gerações.

� difícil, eu reconheço, competir com um jogo da seleção brasileira mas, no mínimo, poderiam os atletas prestar uma homenagem a esse profissional.

Eu não sou atleta, mas obrigado, meus professores, por tudo que vocês me transmitiram.

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