Monthly Archive for setembro, 2009

Honduras: Golpe de Estado ou “Shperrrteza”

Shperrrteza (pronuncia-se “ixisperteza”, puxando bem os S’s (exes) e R’s, como goshtam osh cariocash, sem qualquer preconceito) é um vocábulo que eu uso eventualmente para distinguir de “esperteza”, em português, que é uma característica presente em algumas pessoas, da conotação evidentemente depreciativa que uso para designar os Gersons de todos os lugares que querem “levarrr vantagem em tudo, cerrrrto?”.

Tenho acompanhado, inclusive através de uma rádio pirata via internet, os acontecimentos em Tegucigalpa. Você pode até achar que não tem nada a ver com a bagunça que se instalou lá, mas isso não é verdade: todos temos muito a ver com a pantomima e não só porque o presidente está albergado em nossa embaixada.

Não tenho, evidentemente, a pretensão de conhecer com profundidade a constituição daquele país. Da mesma forma como Ricardo Kotscho, que vem notando um “festival de hipocrisia assolando o país”, eu também estava quieto até agora mas decidi que era ora de pensar a respeito, portanto, fui procurar informações de alguém que entende da coisa.

Diferente do Kotscho, encontrei Rubens Barbosa, que foi embaixador do Brasil nos Estados Unidos, e que, até onde perceba, tem uma posição bastante equilibrada e oposta à do chanceler Celso Amorim e seu assecla Marco Aurélio “Toptop” Garcia.

Definitivamente estou buscando entender o problema porque me preocupa a escalada totalitarista nestas “plagas” sul americanas. Não é pouco se considerarmos que Zelaya aparentemente pretendia juntar-se aos “líderes democráticos” que, como Lula, censuram a informação (hoje completam-se 61 dias de censura ao Estadão). O tal Micheletti, presidente em exercício ou seja lá o que for, não é diferente, mas não é esse o tema porque, afinal, as eleições estão marcadas e ele não é candidato à reeleição.

O que eu queria entender era, afinal, se o tal Golpe de Estado realmente existiu ou se o bigodão do Zelaya é só um shperrrto que está tentando se perpetuar no poder como os coleguinhas (Chavez, Correa, Morales etc.).

Ouça o que o embaixador Rubens Barbosa tem a dizer e tire suas conclusões. Eu não tenho mais nenhuma dúvida… e antes que você pergunte, sim, eu estou muito preocupado com o fato de que não existe no Brasil nenhum respeito à constituição, nem mesmo ao elementar princípio da liberdade de expressão, portanto, a qualquer momento podemos ver repetido aqui o fantasma do referendo popular para transformar Lula no Excelso e Magnânimo Presidente Eterno das Minorias Não Favorecidas (lembre-se que o ditador Getúlio Vargas foi alcunhado de “o pai dos pobres” e é até hoje sinônimo de populismo).

Ah, sim, se você está a favor do bigodão, leia o Kotscho. Ele conseguiu misturar até a Marina Silva na salada que fez.

(+2 `classificação, 2 votos)
Loading ... Loading ...

Consciência ambiental a tiracolo

Por Luciele Velluto (Agência Estado)

Se o assunto da vez é sustentabilidade, não tem nada mais na moda do que as “ecobags”, bolsas ecologicamente corretas por substituírem as sacolas plásticas de compra e diminuírem o descarte de resíduos no meio ambiente. A cada uso de uma sacola retornável, deixam de ser utilizadas cinco sacolinhas de plástico.

Supermercados, lojas de produtos para casa e até lojas de bolsas oferecem produtos dos mais diferentes materiais, como algodão cru e tecido feito de garrafa PET reciclada. E os preços e modelos estão disponíveis para todos os bolsos e gostos.

De acordo com o Ministério do Meio Ambiente – que promove a campanha de conscientização pelo uso de sacolas retornáveis “Saco Ã? um Saco” – são consumidas em médias 12 bilhões de sacolas plásticas no Brasil por ano. Em média, são 66 sacolas por brasileiro nesse período. “Parece pouco, mas pessoas sempre usam sacola plástica no supermercado, padaria, farmácia, entre outros. Imagine quem faz grandes compras. A gente sempre tem mais saco do que precisa em casa e não percebe”, afirma a técnica em Consumo Sustentável do órgão, Fernanda Daltro.

O estudo do ministério sobre o aproveitamento das sacolas de plástico mostra que 80% dos sacos são reutilizados para descarte de lixo e acabam em lixões e aterros e não são reciclados. A previsão é que uma sacola demore 400 anos para se decompor. “Os sacos são feitos de plástico, que vem de um recurso natural. Ã? consumido petróleo e se gasta muita energia para se fabricar uma sacola”, explica a técnica do ministério.

Fernanda também conta que a opção por sacolas biodegradáveis não decolou porque a produção que utiliza amido de milho como base para a fabricação do bioplástico não é feita em larga escala, o que torna o processo industrial caro. “Fora que teria de ser implantado um processo de coleta seletiva e separação de resíduos nos aterros e lixões para que o descarte desse material fosse correto”, diz.

O campanha do Ministério do Meio Ambiente busca incentivar que os consumidores passem a fazer um uso consciente das sacolas plásticas e busquem utilizar as ecobags para diminuir os impactos que até um trilhão de sacolinhas no mundo podem causar anualmente no meio ambiente. “Sabemos que em uma sacola não cabe toda uma compra, mas já há preços de sacolas acessíveis ao consumidor em algumas redes varejista. A questão é a mudança de hábito”, comenta a técnica.

*Meus comentários:

Ecobag é um nome fresco para a conhecida sacola que nossas mães e avós sempre usaram.

Se todos tivesse a oportunidade de ver o que acontece com as sacolas perdidas em um pasto, por exemplo, que acabam sendo ingeridas pelos pobres animais, que não conseguem expeli-las, saberia o quanto deve tomar cuidado com essa “simples arma”.

Não se trata de ser ecochato, mas é uma grande mão para a natureza economizarmos as sacolinhas.

(+1 `classificação, 1 votos)
Loading ... Loading ...

A desertificação como problema macroeconômico

Por Sebastián Lacunza, da IPS

Buenos Aires, 24/09/2009 â?? A concepção da desertificação como um problema macroeconômico que envolve aspectos financeiro, produtivo, ambiental e da sociedade civil, é um objetivo primordial de Christian Mersmann, do Mecanismo Mundial da Conservação das Nações Unidas de Luta contra a Desertificação. Trata-se de um órgão subsidiário da Convenção, cujo mandato é elevar a efetividade e a eficiência dos instrumentos financeiros existentes e promover ações no sentido de mobilizar recursos para os países em desenvolvimento afetados pela desertificação.

Mersmann, diretor-executivo do Mecanismo, participa da Nona Sessão da Conferência das Partes (COP 9) da Convenção, que acontece em Buenos Aires desde segunda-feira até 2 de outubro e que reúne 2.500 especialistas e interessados em combater a degradação dos solos, uma tendência que nos próximos 40 anos poderia forçar o deslocamento de centenas de milhões de pessoas no mundo, segundo diversos estudos. Em Buenos Aires são avaliados os primeiros passos da estratégia global para a década 2008-2018, adotada em Madri há dois anos durante a COP 8.

â??Ã? necessário internacionalizar a idéia de que quando se degrada o meio ambiente isso afeta o preço dos tomates na quitanda ou no supermercadoâ?, disse o funcionário das Nações Unidas entrevistado pela IPS em um hotel da região central de Puerto Madro, na capital argentina. Mersmann ressaltou que â??os governos da América Latina, não todos, mas muitos, vêem de maneira crescente o papel macro que tem a degradação da terra. Cada vez mais se conscientizam de que custa enormes investimentos recuperar solos produtivos degradadosâ?.

â??Todos sabemos que os ministros das Finanças têm outras prioridades, mas, considerando a perda de produção agrícola e empregos, nossa tarefa não é convencer esse ministro a outorgar fundos, mas estabelecer uma agenda multilateral para analisar quais programas públicos, investimentos privados e financiamento local e internacional são necessáriosâ?, disse Mersmann. Nos primeiros três dias da COP 9, muitos conferencistas insistiram que a degradação da terra não é um conceito que se restringe aos solos, mas que se estende à disponibilidade de água, à vegetação e ao desenvolvimento humano.

O antropólogo Mersmann, com ampla experiência em programas de recuperação de terras degradadas na África, destacou o risco que implica a concepção estendida na América Latina de que â??os solos são inesgotáveisâ?, pelas grandes extensões produtivas ou semiprodutivas que se encontram sem exploração. â??Ã? um recurso escassoâ?, insistiu. Consultado sobre o efeito das monoculturas ou plantações dominantes, como a soja, que pelo desenvolvimento genético e cotações internacionais ocupam o lugar da pecuária e de outras plantações tradicionais, o funcionário disse que se trata de uma tendência â??extremamente perigosaâ? pela â??completa quebraâ? que pode causar à economia de um país as variações bruscas nos mercados internacionais.

Mersmann alertou que a produção em massa de soja tem efeitos negativos, ao encarecer outros produtos, como vem ocorrendo na Argentina, o que desatou a partir de 2008 enorme conflito político-econômico entre sindicatos de agricultores e o governo de Cristina Fernández. O especialista disse que â??a revolução verde através dos trangênicos é absolutamente desnecessáriaâ?.

Por um lado, Mersmann avaliou que â??as técnicas atuais permitem evitar o uso de sementes geneticamente modificadasâ?, enquanto no plano da sustentabilidade econômica â??o mercado crucial da Europa e, seguramente, dos Estados Unidos, não serão aptos no futuro para produtos alteradosâ?. Por fim, Mersmann analisou que o mundo â??já está em meio a um enorme conflito pela água, que se apresenta em conflitos locais. Em 10 anos não vai haver uma guerra tradicional em termos de armas entre um lado e outro, mas haverá conflitos locais com muito impacto na vida das pessoasâ?.

Na jornada inicial da COP 9, o secretário do Meio Ambiente da Argentina, Homero Bibiloni, reconheceu em entrevista coletiva que em seu país â??se tem uma visão de Pampa úmido (uma região agrícola altamente produtiva no centro do país que inclui as províncias mais ricas) apesar de ser uma superfície menor em relação ao territórioâ? nacional. Na Conferência Científica paralela à COP 9, o diretor-geral do Centro Internacional para a Pesquisa Agrícola em Áreas Secas, o libanês Mahmoud Solh, alertou que â??nossa segurança alimentar está em perigoâ?. Quarenta por cento da terra estão afetados por algum grau de desertificação, e isso altera a vida de 1,7 bilhão de pessoas, afirmou.

A geógrafa e pesquisadora argentina Elena Abraham, que integra o oficial Projeto Degradação de Terras em Zonas Áridas, afirmou que em três quartos do território argentino, considerados áreas secas, gera-se a metade da produção pecuária. O corte de 850 mil hectares de floresta nativa permite prever que até 2036 não haverá mais selva para destruir neste país, acrescentou a cientista e diretora do Instituto Argentino de Pesquisas das Zonas Áridas. Como dado positivo, o secretário-executivo da Convenção, Luc Gnacadja, de Benin, informou que â??entre 1991 e 205, 16% da área global de terras áridas melhoraram graças aos esforços de governos regionais e nacionaisâ?. IPS/Envolverde

(Envolverde/IPS)

(+1 `classificação, 1 votos)
Loading ... Loading ...

RFSF – Reflexões Filosóficas de Sexta-Feira

Nesta sexta-feira nossa já tradicional reflexão traz um pouco de civismo, história e informação. O arquivo original foi-me enviado por meu irmãozão Flodoardo.

Nossas raízes são importantes para nos orientar, para estabelecer a base de nossas crenças e os frutos a serem colhidos, mas no Brasil dificilmente temos o hábito de cultivar tradições.

Felizmente a internet, esse infindável repositório do conhecimento humano, está trazendo a possibilidade de recuperar momentos quase esquecidos, portanto, atendendo ao pedido de Dona Ana Arcanjo, nascida em Santos-SP (membro da Cruz Vermelha durante a Revolução Constitucionalista de 1932), publico seu vídeo para que você também saiba.

Nestes tempos em que se critica a Vanusa por ter, aparentemente sob o efeito de remédios, errado a letra do Hino Nacional e cometido gafes inacreditáveis, provavelmente você perceberá que também não sabe cantá-lo, como aliás, eu também não sabia.

Agora que você a ouviu, acompanhe a introdução do nosso Hino Nacional:

(+2 `classificação, 2 votos)
Loading ... Loading ...

[Economia de Convergência] Redes Sociais e as obviedades

Segunda-feira, 21, participei de um seminário que discutiu a relação das empresas e consumidores nas Redes Sociais (Twitter, Orkut e Flickr). Foi uma experiência riquíssima, mas diferente do que eu imaginei inicialmente, a grande descoberta foi perceber que as tentativas de organização teórica das ferramentas, em especial o Twitter, demonstraram que ninguém sabe nada. A sensação clara é a de que os â??expertsâ? esqueceram que o ser humano é, por definição, gregário, social. Sempre buscamos grupos e, nele, conversamos.

O que mais se discutiu (e que foi apresentado como a grande novidade) foi a necessidade do relacionamento aberto e franco entre as empresas e seus clientes, mas no fundo, as opiniões são somente teóricas, sem aplicação na prática e por uma razão muito simples: ainda acreditamos na declaração de Henry Ford (o cliente pode ter um carro de qualquer cor, desde que seja preto).

Embora oficialmente presente na missão de qualquer empresa, o seminário demonstrou com absoluta clareza que as corporações não querem ouvir nada além de pedidos e elogios. Uma reclamação é considerada uma agressão, o que evidentemente não é verdade.

Pode até ser verdade que o cliente esteja reclamando à toa, mas isso não autoriza a empresa a ignorá-lo. Até porque, o pior cliente é aquele que simplesmente passa a desqualificar o fornecedor sem dar-lhe oportunidade de se defender ou de reconquistá-lo.

Pior é que algumas agências de publicidade ou comunicação e assemelhados, incluindo-se aí assessorias de imprensa, além de não entenderem essa dinâmica, resolveram ditar regras, muitas das quais completamente esdrúxulas.

Um exemplo interessante apresentado no seminário foi o de uma agência importante que chegou à conclusão de que os bancos não devem ter perfis na rede social, em especial no Twitter. Mais esclarecedora foi a explicação que sugeria que os bancos não podem ser sinceros com seus clientes e, por isso, é melhor não estar presentes. (Já sei: está duvidando, né? Ouça AQUI aos 26min 40seg).

Ora, essencialmente a agência de publicidade convencional é um intermediário especializado em apresentar ao consumidor o produto da empresa. O publicitário é o cara que â??embalaâ? o produto de um jeito atraente. A rede social permite ao cliente que se expresse diretamente, sem intermediários, portanto, num primeiro momento pode parecer que existe uma concorrência direta entre Rede Social e Agência de Publicidade.

Outro dado esclarecedor é que as empresas em geral estão apavoradas â?? e perdidas â?? em relação aos blogs de seus funcionários. De forma geral, existe uma política restritiva ou de orientação, mas isso não acontecia anteriormente. Ora, será que as ferramentas de relacionamento são muito diferentes das relações pessoais? Antes os funcionários não falavam de suas empresas?

Das poucas declarações realmente importantes, com certeza a que causou maior reverberação foi dada pelo Marcelo Tas: â??O Twitter é uma ferramenta de ouvir. Faça bom uso delaâ?.

(+1 `classificação, 1 votos)
Loading ... Loading ...

A parábola do hóspede – a perversidade da carga tributária

A Parábola

Maio de 2009, numa cidade litorânea do RS, muito frio e mar agitado, a cidade parece deserta.

Os habitantes, endividados e vivendo à custa de crédito. Por sorte chega um gringo rico e entra num pequeno hotel e saca uma nota de R$ 100,00, põe no balcão e pede para ver um quarto e o gerente lhe entrega as chaves de vários para que escolha.

Enquanto o gringo visita os apartamentos, o gerente do hotel, certo de que conseguiria agradar o cliente, sai correndo com a nota de R$ 100,00 e vai até o açougue pagar suas dívidas com o açougueiro. Este, pega a nota e vai até um criador de suínos a quem estava devendo e liquida a conta.

O criador, por sua vez, pega também a nota e corre ao veterinário pagar sua dívida.

O veterinário, sorrateiramente, com a nota em mãos vai até o prostíbulo pagar o que devia a uma trabalhadora da casa (em tempos de crise essa classe também trabalha a crédito). Esta sai com o dinheiro em direção ao hotel (cujas acomodações utilizava eventualmente, mas pelas quais ultimamente não havia pago) e paga a conta.

Nesse momento, o gringo chega novamente ao balcão, pede a nota de volta, agradece mas diz não ser o que esperava e sai do hotel e da cidade.

Ninguém ganhou nenhum nada, mas toda a cidade vive sem dívidas e começa a ver o futuro com confiança!

O efeito da carga tributária

Eu não defendo o anarquismo e sei que a intervenção do governo é importante mas, se no exemplo acima o dono do hotel resolvesse, ao contrário do que fez, pagar o imposto que também devia, teria parado ali mesmo a circulação do dinheiro.

O argumento social utilizado para defender as obras do Estado são válidos até determinado ponto mas sempre resultam numa redução do que em teoria econômica se chama Velocidade de Circulação da Moeda.

Lula recentemente defendeu abertamente a altíssima carga tributária, dizendo que ela é a garantia de que haverá uma melhora na distribuição de renda no país. Isso não é verdade.

A discussão do retorno da CPMF, tendo como justificativa a necessidade de aumento do orçamento da Saúde Pública, deveria ser banida imediatamente, assim como é injustificável o praticamente aprovado aumento do número de vereadores (quase 8 mil novos ralos do dinheiro público).

Com tanta coisa séria a ser discutida, o governo insiste em lançar cortinas de fumaça para que ninguém saiba para onde olhar. Qual será o alvo dessa vez?

(+1 `classificação, 1 votos)
Loading ... Loading ...

Veados, celerados ou invertebrados?

Mato Grosso do Sul é responsável pela insignificante participação de 1% do PIB e aproximadamente a mesma proporção da população do país. O estado nem identidade clara consegue ter em função da estapafúrdia decisão de designá-lo “do Sul” no momento de sua separação e, embora abrigue 2/3 do Pantanal, não consegue fazer com que esse santuário seja relacionado ao seu território, permitindo que a esmagadora maioria dos visitantes, em especial os internacionais, rumem para o vizinho Mato Grosso.

Na política e na economia, não se dá de forma diferente. O estado está incondicionalmente à reboque e o último impacto foi a suposta disputa para ser uma subsede da copa, que Campo Grande (MS) perdeu para Cuiabá (MT), num jogo evidentemente ganho muito antes do resultado ser anunciado.

Mas repentinamente o estado consegue ir à mídia nacional – e até internacional – em função da verborragia incontrolável de seu governador. André Puccinelli (PMDB) conseguiu a façanha de superar Lula na grosseria e incontinência verbal, ao chamar de “veado” o Ministro Carlos Minc, além de ameaçar “estupra-lo em praça pública”.

Eu não daria a menor importância a isso, não fosse o fato de que o referido governador conseguiu obteve enorme sucesso midiático. Mas não foi só ele. O próprio Minc ao resolver promover ilegalmente a descriminalização da maconha em show no qual se expôs ao ridículo papel de “funkeiro”, conseguiu promover-se e ver seu vídeo postado no YouTube.

Realmente é assombroso que nossos representantes políticos se prestem a esse papel mas, ainda mais incrível é que a mídia continue albergando esse tipo de iniciativa e, pior de tudo, que essas figuras passem “ilesas” pelas urnas.

Não tenho nada contra homossexuais (chamem-se veados, gays ou qualquer outra denominação). Se o governador revelou-se um celerado neste episódio ou se o ministro o fez nos anteriores, também a mim não importa diretamente.

Aborrece – e muito – perceber que o eleitor não se posiciona, não se indigna, não se manifesta e, ao não ter uma opinião, assume sua condição de invertebrado, quase amorfo, pouco mais do que uma ameba.

Pense a respeito e entenda que cada um de nós tem responsabilidade direta nessas pantomimas. Eles continuam ganhando porque nós lhes damos apoio.

#forasarney #foracensura

(+2 `classificação, 2 votos)
Loading ... Loading ...

RFSF – Reflexões Filosóficas de Sexta-Feira

A semana foi pesada. Sacanagens novas, novos indícios de ditadura, mas muita coisa boa aconteceu, portanto, vamos comemorar.

Nesta sexta-feira um pouco de soul music. Grandpa Elliot e Clarence Bekker com muita, muita emoção.

A letra em inglês está logo abaixo. A tradução livre, em seguida.

Super fim de sexta feira pra todos com uma certeza absoluta: a mudança virá

A Change Is Gonna Come – Sam Cooke

I was born by the river in a little tent
Oh and just like the river
I’ve been running ever since
It’s been a long, a long time coming
But I know a change gonna come, oh yes it will

It’s been too hard living but I’m afraid to die
Cause I don’t know what’s up there beyond the sky
It’s been a long, a long time coming
But I know a change gonna come, oh yes it will

I go to the movie and I go downtown
Somebody keep telling me don’t hang around
It’s been a long, a long time coming
But I know a change gonna come
Oh yes it will

Then I go to my brother
And I say brother help me please
But he winds up knockin’ me
Back down on my knees

There been times that I thought
I couldn’t last for long
But now I think I’m able to carry on
It’s been a long, a long time coming
But I know a change gonna come,
Oh yes it will

Uma mudança virá (tradução livre)

Eu nasci nas aproximidades de um rio, em uma pequena cabana
Oh, e, como aquele rio, eu corro desde então
Há quanto tempo, quanto tempo esperando
Mas eu sei que uma mudança virá
Oh, sim,ela virá

Foi também difícil viver e eu estou com medo de morrer
Eu não sei o que acontece do lado de lá
Há quanto tempo, quanto tempo esperando
Mas eu sei que uma mudança virá
Oh, sim ela virá

Eu vou ao cinema e vou ao centro da cidade
Lá todos me param e dizem: “não fique à toa por aí”
Há quanto tempo, quanto tempo esperando
Mas eu sei que uma mudança virá
Oh, sim, eu ela virá

Então, eu vou ao meu irmão
E digo “por favor”
Mas ele apenas conclui, me criticando
Desista

�s vezes, eu pensei que continuaria por um bom período
Mas agora eu acho que estou pronta para enfrentar isso
Há quanto tempo, quanto tempo esperando
Mas eu sei que uma mudança virá
Oh, sim, eu ela virá

(+1 `classificação, 1 votos)
Loading ... Loading ...

Baderna na ASLE do RS!

Da mesma forma como reagi inconformado à prisão dos jovens estudantes em Brasília no ato #forasarney (para relembrar o fato, leia a série de textos postados AQUI), fiquei chocado com a notícia, publicada aparentemente só no conceituado blog do jornalista Políbio Braga, e que relata as atrocidades cometidas por um bando de arruaceiros que invadiu a Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul.

Outra vez a colaboração foi do leitor Aldayr Heberle, que também comentou o texto recente a respeito de “Sinhá Moreira“.

Inacreditavel como as instituições deste país estão se “derretendo”, enquanto marchamos firmes para um sistema totalitário. A imprensa parece ter se calado. Blogs e jornais conceituados do resto do país não publicaram nem uma linha a respeito enquanto a RBS alcunhou o bando de “estudantes”.

A carta enviada por um estudante de comunicação que estava presente é emocionante. Num trecho, Jonathas Costa relata que “As flores foram jogadas para o ar, as paredes foram pintadas de vermelho e até mesmo a placa da porta foi saqueada. No momento em que se dirigiam até o gabinete do Dep. Coffy Rodrigues (no final do corredor) a sua funcionária, assustada, pediu asilo em outra sala. Enquanto pulavam, davam socos nas portas e gritavam palavras de baixo calão, de maneira inexplicável esses truculentos cuspiram no chão e nas paredes.”

Leia AQUI. Vale a pena ver onde estamos chegando.

(+2 `classificação, 2 votos)
Loading ... Loading ...

[Economia de Convergência] Adaptando-se aos novos tempos

Não há nada que seja maior evidência de insanidade do que fazer a mesma coisa dia após dia e esperar resultados diferentes. (Insanity: doing the same thing over and over again and expecting different results) - Albert Einstein

� inerente ao ser humano resistir ao novo, embora todos saibamos que somente novos desafios trazem novos resultados. Instituições são feitas de pessoas, portanto, a resistência à mudança também faz parte do seu dia a dia.

Mais estranho é perceber que a necessidade de mudança é sentida e até passa a ser incorporada à missão ou aos objetivos das empresas, do discurso dos políticos, dos estatutos das instituições, mas no fundo, tudo permanece inalterado.

Não conheço empresa que não declare seu amor incondicional ao cliente, até o momento em que esse cliente chato resolve reclamar, que é exatamente o que acontece quando o político eleito recebe um email cobrando seu posicionamento.

Esta semana vimos o desenrolar de uma história que poderia ter acabado mal: A discussão da regulamentação da internet pelo Congresso, com propostas estranhas e inexequíveis.

O engraçado é ver os Senadores defendendo uma internet livre, como se soubessem o que é internet e, pior, acreditando que realmente pudessem restringir alguma coisa. Não parece óbvio que se fosse aprovada qualquer restrição à publicação de material relacionado à campanha, os Blogs mudariam para domínios internacionais e, portanto, longe das leis brasileiras?

Sempre repito uma frase que faz parte de quase toda conversa com Mauricio Vargas (@Mauricio_vargas /  ReclameAqui), a respeito da Web e do Cliente 2.0: â??Estamos vivendo uma revoluçãoâ?. As revoluções têm o condão de quebrar paradigmas porque os conceitos passam a ser discutidos de forma mais aderente à realidade.

  • Aprendemos a aceitar ordens de quem nos comandava.
  • Aprendemos a esperar respostas de nossos líderes.
  • Aprendemos a admitir os erros coletivos e encará-los como naturais.
  • Vamos, agora, aprender a ouvir, a entender os sinais à volta, a promover o bem estar coletivo porque ele é a forma mais rápida e segura de atingirmos o bem estar individual.

    Publico aqui um filme para tentar explicar aos executivos, políticos e outros detentores de poder, dentre eles a sociedade, que cada indivíduo e instituição tem que se adaptar a esse novo mundo que se descortina. Não o contrário.

    (+2 `classificação, 2 votos)
    Loading ... Loading ...