Os trabalhos do Congresso estão se encerrando. A partir de amanhã, nem os assessores caxias que têm o estranho hábito de trabalhar estarão por lá. Faz frio em julho. Como pedir que Suas Excelências fiquem tiritando?
CPI da Petrobras? Pode gerar crises. Mas quem sabe como estará a situação a partir de agosto? Até agosto, com o frio que faz, o clima polÃtico também deve estar menos quente. Anulação de mais de 600 atos secretos? Já foi assinada, mas fica para depois, que ninguém é de ferro.
A anulação dos atos secretos, a propósito, tem tudo para gerar enorme confusão. As pessoas que trabalharam, mas cuja nomeação não vale (porque não foi publicada), serão afastadas sem indenização? Mas como indenizá-las, se não foram legalmente nomeadas? Esquecer o passado, vá lá; mas, no caso, é um problema presente, que pode terminar na Justiça.
E a CPI da Petrobras? Pode transformar-se numa bomba: uma empresa deste tamanho dificilmente deixará de ter segredos que funcionários descontentes terão prazer em revelar â?? e isso na melhor das hipóteses. Mas pode ser apenas um traque: uma empresa deste tamanho opera no Brasil inteiro, interfere em múltiplas atividades, é útil a polÃticos de todos os partidos. E uma oposição como a nossa, que teve suas chances no Mensalão, na CPI dos Correios, no caso VarigLog, e não aproveitou nenhuma, não chega a ser nenhum centro-avante rompedor. Ã? esperar para ver. E esperar sentado.
Quando setembro chegar
O projeto que concede aos aposentados reajuste igual ao do salário mÃnimo (apresentado pelo senador gaúcho Paulo Paim, do PT), também ficou para mais tarde. O Governo quer evitar este gasto. Comenta-se que a votação ocorrerá em agosto, mas setembro é uma data bem mais provável.

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