As supostas lideranças polÃticas deste paÃs perderam o “bonde da história”, independente do desfecho que venha a ter a novela Sarney (#forasarney).
Sarney não é o única responsável pela bandalheira, nem é disso acusado. Seria realmente injusto atribuir-lhe a autoria de todas as safadezas, legais ou não.
Neste paÃs de leis que “pegam” e outras não, onde a construção de um castelo privado com dinheiro público é legal e não acarreta nem mesmo um puxão de orelhas no deputado-feudal Edmar Moreira (proprietário do imóvel), em que o Presidente da República declara que não aceita a substituição do comando do Senado, porque “isso não faz parte do jogo democrático”, as elites velhas e artrÃticas não perceberam que as regras mudaram.
Ã? possÃvel que nas próximas eleições a internet seja a ferramenta que irá promover uma verdadeira mudança nos paradigmas e, para isso, precisamos começar a “ensaiar”.
O #forasarney é a primeira tentativa mais ou menos consistente de traduzir a vontade da população. Seus resultados práticos podem até não ser os que gostarÃamos de ver, mas não importa na verdade. O fato é que o movimento começou.
LÃderes deixaram de ser auto-intitulados. Meus filhos (e eu também) adoravam assistir “Professor Tibúrcio”, personagem criado por Marcelo Tas.  Tas é um exemplo do lÃder da era da internet. Depois de sofrer todo tipo de retaliação dos grandes veÃculos de comunicação, o artista conseguiu se tornar um dos mais respeitados e seguidos pela “blogosfera”.
Seu programa “CQC” (Custe o Que Custar) teve o mérito de mostrar aos jovens a manifestação polÃtica é importante. Ao contrário das oligarquias tradicionalistas, Sarney no meio, Tas é um Ãcone das mutações propiciadas pela tecnologia, que permite um “pensar mais livre”, sem as amarras pútridas do poder em causa própria.
Sarney ousou pressionar o governo com a possibilidade da renúncia ao cargo, e não somente à presidência da casa. Se perguntarem ao milhões de brasileiros o que pensam disso, a resposta será “já vai tarde”. O Presidente não pensa assim. Está preocupado com o fato de que seu sucessor seria do partido da oposição, como se a democracia não fosse essencialmente baseada na contraposição de idéias.
Em breve a internet possibilitará ao cidadão comunicar-se com o detentor de mandato, fará uma avaliação de sua imagem, das opiniões de seu eleitor, que poderá também fazer campanha contra ou a favor desta ou daquela idéia.
As crÃticas ao “protesto de sofá” são superficiais. Não entenderam que não é necessário ir à s ruas, assim com não é preciso pegar em armas. Ã?, sim, preciso PENSAR. E para pensar, não é preciso estar em um lugar especÃfico, pode ser na escola, no ônibus, no sofá ou no “trono”.
O cidadão que tweeta #forasarney, diz também Respeite.me!

(Ainda não classificado. Seja o primeiro a votar.)
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