A economia brasileira: 15 anos depois não acabamos com a pobreza

Ontem completamos 15 anos de Real. Possivelmente você nem se lembre que passamos por um período em que a inflação era de 84%… ao mês.

Mas as diferenças não param por aí. Hoje temos, além da inflação sob controle, uma situação econômica muito mais estável, apesar de todos os problemas internacionais. O nível da atividade econômica parece ter começado a retomar uma trajetória levemente ascendente.

Atualmente somos uma economia respeitada, apesar da incipiência de nossa participação no mercado mundial.

Temos problemas – e sérios – mas felizmente o PeTismo não se ramificou tanto na administração da economia a ponto de transformar o país em uma republiqueta como são todos os outros países administrados por aprendizes de ditador (Venezuela, Bolívia, Equador encabeçando a lista).

Mas devemos prestar muita atenção aos movimentos políticos.

Economia é uma disciplina recheada de aspectos não exatos: em micro-economia utilizamos uma abstração conhecida como coeteris paribus, para avaliar como determinada variável atinge o resultado se as demais condições se mantiverem inalteradas, o que na prática, nunca ocorre.

E é por isso que assusta tanto ouvir o presidente dizer que prefere dar dinheiro aos pobres do que reduzir a carga tributária. Mais ainda porque ninguém fala nada.

Será que são todos incompetentes na organização de uma frente que discuta definitivamente a questão tributária ou simplesmente não acreditam no que o presidente diz?

Enquanto os políticos estão dizendo que está tudo certo por aqui, apesar de todos os números indicarem o contrário, inclusive o IGPM, que apresentou o quarto mês consecutivo de deflação, nossos empresário estão contentes porque o governo concedeu alguns meses mais de redução de alíquotas de IPI.

Ora, se junho apresentou o melhor resultado de vendas da indústria automobilística da história foi porque havia a perspectiva de término do “benefício” do imposto menor.

Como é possível que o governo continue retirando da sociedade 38% da nossa produção e que nossos representantes se calem, mesmo sabendo que o presidente “acha” que o dinheiro tem que ser distribuído como esmolas entre os pobres?

Algo está muito errado. A “bolsa de beneficência” deve, sim, existir mas somente para atendimento de casos de emergência. O esmoler não pode pretender que todas as atividades se paralizem para que ele distribua a renda aos que necessitam porque, dessa forma, todos necessitarão de ajuda e ninguém poderá colaborar.

Depois de 15 anos de Real, uma economia mais estável e um país completamente diferente – para melhor – ainda não fomos capazes de gerar condições dignas para que grande parte de nossa população produza.

Enquanto isso, Lula quer ser lembrado pela história como o presidente que distribui dinheiro entre os pobres. Seria melhor que escolhesse acabar com a pobreza e com a ignorância através da capacitação e promoção da atividade econômica.

Mas isso é muito perigoso. Quem pensa e trabalha, pode resolver não votar em alguém que só se preocupa em dar esmolas.

(Ainda não classificado. Seja o primeiro a votar.)
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