Lula, o imperialista

Eu não consigo acreditar que depois de toda a luta pela redemocratização deste país nosso (isso mesmo, o seu também) presidente teve a desfaçatez e a cara de pau de admitir o que qualquer analista minimamente informado já sabia: ele quer se perpetuar a partir da submissão dos eleitores.

Para quem não sabe, segundo a Folha Online, Lula afirmou que ”em vez de ficar desonerando tanto, tem que dar dinheiro para os pobres, que eles compram”.

Eu não sei se o presidente é simplesmente limitado em sua capacidade de análise ou se é absoluta e descaradamente um populista desavergonhado.

Quando o presidente declara que prefere dar dinheiro para os pobres, está demonstrando que quer manter o controle do eleitorado. Diz a todo mundo que oferecer condições de emprego é menos importante do que entregar a esmola.

Para traduzir, inverte a máxima que afirma que é melhor ensinar a pescar do que dar o peixe.

Sou forçado a concordar com o presidente Lugo, que chegou a afirmar que a postura de Lula é imperialista porque, só os plenipotenciários se consideram mais capazes de definir o que seus “súditos” devem fazer com seus recursos.

Lula deve ter sido contaminado pelo comentário irônico de Obama quando comentou que “ele é o cara”.

Claro que a redução da carga tributária traria também a necessidade de redução da estrutura paquidérmica do Governo, coisa que Lula não quer de jeito nenhum e não porque acredite na eficiência do Estado, mas porque quer ter seus súditos sob controle.

Lula, se puder, vai ser candidato, sim, mas não a Presidente. Deve querer se tornar Lula I, Rei do Brasil.

Quero repetir a pergunta de sempre: Onde, afinal, estão nossas instituições? Onde está a CNI? a CNA?

#forasarney

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4 Responses to “Lula, o imperialista”


  1. 1 luly

    valeu pelo coment no blog e, sim. eu dou todo o apoio que for preciso para tirar esse cara do senado.

  2. 2 Roberto wolf

    Como sempre todos choram, comemorando o recorde de acesso ao #forasarney na internet. Louvável, no entanto apesar de demonstrar as mudanças e novos tempos tudo ficará do mesmo tamanho.

    Lula assume que é melhor fazer pobre consumir do que fazer mudanças no sistema de arrecadação para aliviar o sistema produtivo. Nada de novo ou estapafúrdio: posição política/ideológica.

    Quando criaram o Confins, a classe produtora nem se manifestou ou reagiu a uma nova despesa para empresas de todo país.

    Agora sobre esta antiga posição dos últimos dois governantes brasileiros Fernando-Lula que distribuíram benesses aos menos favorecidos ou pobres por incompetência grupal.

    Os mais interessados empresários de todos os setores.

    O caso do senado então ninguém do mundo político, do empresariado quer se manifestar. A comunidade que acompanha e se rebela contra absurdos desta natureza mudará o rumo das coisas? Não.

    A poucos dias tivemos o caso das passagens, o que aconteceu? Nada, todos esqueceram, até os internautas. Não deu tempo de sedimentação entre um fato e outro.

    No entanto a prorrogação para a classe média comprar de tudo, foi comemorada por todos, que agora alimentam o setor financeiro elevando o lucro de agentes, inclusive alguns que são controlados pelo setor produtivo.

    No futuro todos irão reclamar do ônus que acumularam a longo prazo e não conseguem equacionar.

    Lula não pode ser o imperador. Como presidente, é assediado por interesseiros políticos e de outros setores, abrindo os PAC’s, o BNDES e outros bancos sociais para “benefício” de todos é considerado um grande articulador que beneficia amigos e desafetos. O setor produtivo precisa que a carga tributária seja discutida ou admitir que assim está tudo indo muito bem.

    A comunidade que participa e deixa sua opinião não será ouvida. O negócio é meio barro, meio tijolo, igual na USP, alunos e servidores foram a favor da greve, tem muito aluno e pouca compreensão.

  3. 3 Normann Kalmus

    Caro Roberto,

    Poucas vezes o eleitor se manifestou. Poucas vezes sentiu ter condições de valer sua opinião ou talvez, até agora, opiniões como a que você expressa tenham sido majoritárias.

    Se as entidades não se manifestam é porque seus componentes têm sido pouco enfáticos em relação aos interesses e reproduzido, na iniciativa privada, os grandes conchavos políticos.

    A queda iminente do Sarney vai servir de incentivo para que a população se posicione. Esse é só o começo…

    #forasarney

  4. 4 Roberto wolf

    Norman voce é um pensador de respeito, com vontade real que as coisas mudem, como poucas pessoas que conheço.
    No caso Sarney acho que você irá ter uma decepção. Quando Collor foi para fora do poder com o grande movimento popular,todos acharam que ele jamais voltaria. No entanto ele aí esta com pompa e circunstância exigidas pelos mesmos que o quiseram fora do poder.
    Pode acreditar, muitos que pintaram a cara pedindo que Collor fosse, hoje deixaram de ser os cidadãos, eleitores e os jovens pragmáticos que expulsaram o mau reinante.
    Portanto eleitores são pecadores que, num momento cultuam o bem, em outro esquecem que os maus existem.
    Quase sempre cultuam o mau.

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