Para quem não sabe, segundo a Folha Online, Lula afirmou que ”em vez de ficar desonerando tanto, tem que dar dinheiro para os pobres, que eles compram”.
Inacreditável, mas os Deputados Federais se preparam para tentar desferir um duro – e imbecil – golpe na liberdade de expressão via Internet: querem transpor as regras vigentes na TV para as manifestações polÃticas na internet.
Depois da Web 2.0 e, em consequência, do Consumidor 2.0, vamos assistindo uma importante e silenciosa revolução.
Os números são assustadores. Chegaram a ser postados mais de 10 mil mensagens em uma hora (166/minuto ou quase 3 por segundo), ultrapassando temas mais “leves” e atuais como “Michael Jackson”.
Charges são publicadas e  organizadas a todo instante (Veja um exemplo AQUI). Blogs pipocam em todos os cantos, a ponto de ter sido registrado um com o domÃnio “FORA SARNEY“, que à s vezes apresenta problema de acesso exatamente pelo afluxo de visitas.
Se terminar em pizza, pelo menos vai ser uma pizza de jiló, bem amarga, para o equilibrista antes onipotente Sarney.
MaurÃcio Vargas, diretor do sÃtio ReclameAqui e consultor de empresas na área de relacionamento com o consumidor sempre repete a mesma frase: “Estamos vivendo uma revolução”.
Antes do jogo do Brasil, vamos falar de alguma coisa que realmente importa?
Estou acompanhando de perto uma mobilização no Twitter chamada “Fora Sarney”. Ã? algo impressionante e que mostra a importância de entendermos o que está acontecendo nestes tempos de internet.
Mais impressionante ainda foi saber que a comunicação está rompendo fronteiras. Veja, por exemplo, ESTA LIGA��O, onde todos as mensagens são postadas em inglês para que outros internautas participem da campanha.
Agora pense como isso vai impactar as eleições do ano que vem. Vamos ou não vamos ter que reaprender? Nossos representantes precisam aprender a RESPEITAR o eleitor que, como comenta Lúcia Hippolito, agora os está avaliando “em tempo real”.
Comentário maldoso: Se não resolver, pelo menos vai ficar bem mais caro comprar esses eleitores do Brasil todo.
Que tal valorizar seu voto? Respeite-se!
PS: #forasarney
(Ainda não classificado. Seja o primeiro a votar.)
Para você, que não sabe muito bem como isso funciona, siga esta ligação.
Eu já postei aqui o endereço do blog maranhense “A Velha debaixo da Cama”, o texto maravilhosamente esclarecedor de Leandro Fortes.
Agora, para ajudar a pensar sobre o tema, segue um interessante fac-simile de jornal para que você perceba a diferença de comunicação ocorrida em 20 anos.
Boa leitura… e reflexão (para ver a figura maior, basta clicar sobre ela).
(Ainda não classificado. Seja o primeiro a votar.)
Você já deve saber: Michael Jackson morreu ontem.
Aliás, você deve saber muito mais do que eu a respeito. Sabe que foi um artista, menino prodÃgio que embalou muitas festinhas “americanas” (os meninos levavam guaraná e as meninas um doce ou salgado) cantando “Ben” (o single tinha uma agradável foto de um rato na capa, aliás, era o retrato de Ben).
O resultado deste trabalho e dos projetos desenvolvidos por Raimunda a levaram a contar sua experiência em vários paÃses, em palestras e seminários e chegou a ser indicada para o Prêmio Nobel da Paz.
Raimunda casou-se aos 18 anos mas, enfrentando dificuldades no casamento, abandonou o marido 14 anos depois e criou sozinha, trabalhando na lavoura, os seis filhos. Ao chegar ao Bico do Papagaio, trabalhou para levar trabalho comunitário à região e proteger os moradores das ameaças de grileiros, e começou a mobilizar a criação de sindicatos rurais.
Agora você deve estar perguntando o que raios têm a ver entre si esses três personagens.
Goste ou não do trabalho de Jackson, apesar de ser um completo multi-milionário-quebrado alucinado, ter pendurado o filho na janela, trocado de cor e de nariz, desde ontem que não se ouve falar em outra coisa na TV. Não sei se algum jornal do planeta deixou de publicar uma foto dele na primeira página.
Calma, fãs, eu não estou criticando a figurinha carimbada. Aliás, eu nem posso dizer que não gostasse dele, embora não esteja entre minhas preferências musicais. Algumas interpretações realmente eram muito boas e o cara sabia trabalhar a imagem. Claro que exagerou com o nariz Diana Ross.
Mas, afinal, com toda a grana e capacidade de mobilização que tinha, o que fez Mr. Jackson?
Sabe de onde veio Dona Raimunda? Da terra do clã Sarney.
Aliás, o Senador deve ter respirado aliviado ao ver que TODAS as notÃcias de ontem restringiram-se a um retrospecto da vida de… Michael Jackson, o pop star que, ao vir ao Brasil por uns minutos de sua vida conturbada, conseguiu deixar as autoridades furiosas porque foi negociar com as lideranças do tráfico de drogas do Rio a gravação de um clipe e alguns ex-fãs muito decepcionados quando, ao sair de um hotel, atropelou um menino.