Ontem participei de um importante evento promovido pelo ReclameAqui, o primeiro e mais importante sÃtio de comunicação de deficiências na prestação de serviços ou produtos, o megafone virtual do consumidor brasileiro.
A proposta do workshop era demonstrar que as empresas precisam perceber as mudanças de comportamento dos “Consumidores 2.0″, aquele que conhece seus direitos e manifesta suas opiniões de forma direta e eficaz.
No desenvolvimento do programa, que incluiu os mais variados aspectos da relação Consumidor X Fornecedor, ficaram claras as mais importantes questões que colocam esses agentes, que deveriam ser parceiros, em posições opostas. Devo escrever alguns outros textos a respeito mas quero começar pelas conclusões finais.
Eu não conheço nenhuma empresa que não se declare absolutamente “focada no cliente” e as que estavam presentes à s palestras, dos segmentos mais variados mas todas de grande importância no cenário nacional (algumas transnacionais), são verdadeiros Ãcones dessa preocupação.Â
O estranho foi perceber que o centro da discussão final foram as crÃticas à menção desses fornecedores no ReclameAqui, como se esse fato fosse de responsabilidade do site.Â
Digo que é estranho porque se a proposta do serviço é ser um canal de comunicação do cliente com o fornecedor, é bastante óbvio que esse fornecedor que se diz focado no cliente, deveria se utilizar do serviço para melhorar o seu relacionamento.
Seguindo o mesmo raciocÃcio, se você cruzar o sinal vermelho e for multado, o culpado seria o fabricante do seu carro. Não é uma coisa engraçada?
O que as corporações deveriam fazer, ao contrário de reclamar pelo fato de terem seus nomes inseridos no serviço, seria perceber que esse é um importante canal de comunicação e que tem o claro objetivo de ser “a caixa de ressonância” da insatisfação do cliente. Usar essa importante informação a favor da melhoria na prestação de serviços deveria ser o objetivo primeiro de todas.
Até quando os agentes econômicos vão continuar a usar a “polÃtica do avestruz”?
A opinião pública, aquela para a qual um determinado deputado está se lixando, está começando a entender que tem força. E muita!

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