Monthly Archive for dezembro, 2008

Deu no Cláudio Humberto: Tragédias poderiam ter sido evitadas

Tragédias naturais como as de Santa Catarina e Minas Gerais poderiam ser evitadas se o governo Lula tivesse aplicado os recursos previstos no Orçamento para ações de prevenção. A poucos dias de acabar o ano, o governo só gastou até agora 9,1% dos R$ 615,9 milhões para Prevenção e Preparação para Desastres. Com as obras previstas no Orçamento, muitas vidas catarinenses e mineiras poderiam ter sido poupadas.

PS: Eu sei que tinha dito que iria entrar em pausa, mas não aguentei. Essa notícia demonstra bem o que tenho comentado acerca do mal uso do dinheiro público. O Governo gasta muito e errado.

(Ainda não classificado. Seja o primeiro a votar.)
Loading ... Loading ...

Pausa…

Bom, bem que eu tentei mas não deu pra evitar: vou ter que parar por uns dias. Estou precisando recarregar as baterias e terminar algumas surpresas para os próximos dias.

Mas volto logo no comecinho de Janeiro com novidades.

Curta muito o fim de ano, um ótimo ano novo.

Abração

Normann

PS: pode ser que eu não aguente de vontade e resolva publicar alguma coisa, mesmo durante a “pausa de fim de ano”. Não custa dar uma passadinha por aqui e conferir… =)

(Ainda não classificado. Seja o primeiro a votar.)
Loading ... Loading ...

Algas podem render mais biodiesel que qualquer planta

Agência Fapesp – 19/12/2008

Embora, entre as matrizes vegetais, a soja seja a principal base do biodiesel do Brasil, sua escala de produtividade é baixa – de 400 a 600 quilos de óleo por hectare – e tem apenas um ciclo anual. O girassol pode produzir um pouco mais, de 630 a 900 quilos.

Biodiesel de microalgas

No entanto, pesquisa realizada no Instituto de Biologia da Universidade Federal Fluminense (UFF) indica que microalgas encontradas no litoral brasileiro têm potencial energético para produzir 90 mil quilos de óleo por hectare.

Continue reading ‘Algas podem render mais biodiesel que qualquer planta’

(Ainda não classificado. Seja o primeiro a votar.)
Loading ... Loading ...

Fanfarronice aguda

Preste atenção aos movimentos do prefeito de Campo Grande para salvar a chamada “taxa do poste” (veja mais a respeito AQUI ou AQUI).

Depois de começar a sofrer pressão no sentido de evitar a sanção da lei porque ela trará inegável prejuízo aos consumidores, o prefeito Nelson Trad tentou jogar a “batata quente” no colo da Enersul, buscando um acordo no qual ela assumiria o ônus da brincadeira de mal gosto criada por ele, que ela, evidentemente rejeita.

Ora, vamos ser sinceros. Não estamos discutindo outra coisa senão a disposição do prefeito da capital de tirar proveito de uma discussão com a concessionária de energia.

Se eu fosse acionista da Enersul, não gostaria nem um pouco que a decisão fosse diferente. A empresa está inserida em um contexto regulado, com regras estabelecidas e claras.

Se o prefeito pretende mudá-las, ele que se socorra das esferas competentes e não pretenda, como ele mesmo diz, enfiar goela abaixo sua disposição insustentável de aumentar a arrecadação sobre a já sofrida população.

No fim, sabemos que se sancionada a famigerada lei, o custo será, outra vez, do cidadão.

(Ainda não classificado. Seja o primeiro a votar.)
Loading ... Loading ...

Criança indígena morre de desnutrição em Amambai

Publicado no Campo Grande News 

A desnutrição indígena volta a fazer vítimas em Mato Grosso do Sul. Uma criança morreu e outras quatro sofrem com o problema na comunidade Kurusu Ambá,  em Amambai, município distante 351 quilômetros de Campo Grande. 

Gleide Bairro, de 1 ano e 6 meses, não resistiu ao quadro de desnutrição aguda que apresentava e morreu segunda-feira (15/12), na Casa do Índio, em Amambai. O indígena Elizeu Lopes, 32 anos, que mora na região onde aproximadamente 60 famílias da etnia guarani-kaiowá estão acampadas, afirma que falta comida para a comunidade.

Lopes afirma que, para sobreviver, os índios recebem apenas uma cesta básica fornecida pela Funai (Fundação Nacional do Índio). Entretanto, os indígenas necessitam de mais alimentos e a escassez de comida causa a desnutrição. â??Ã? uma situação muito precária mesmo. Lá não tem nadaâ?, completa.

De acordo com o coordenador do Cimi (Conselho Indigenista Missionário), Egon Heck, as quatro crianças desnutridas, que têm menos de dois anos de idade, estão em estado â??bastante críticoâ?. Diante do problema, equipes do Conselho foram ao local para ouvir das famílias o que causou o problema. 

Os índios revelaram que os alimentos da cesta básica duram apenas 15 dias do mês. â??Pode-se verificar que a situação está bem crítica em função do estado de fome pelo qual passaram nos últimos temposâ?, ressalta.

A desnutrição indígena levou a Câmara dos Deputados a abrir uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para apurar a causa das mortes que colocou Mato Grosso do Sul em destaque nacional no ano de 2005. Dados apresentados este ano pelo grupo de trabalho indicam que, em cinco anos, 80 crianças indígenas morreram vítimas de desnutrição no Estado.

(Ainda não classificado. Seja o primeiro a votar.)
Loading ... Loading ...

O silêncio que dói…

Sinceramente não havia me apercebido do tema. Agradeço ao Valdemar pelo texto que nos leva a uma reflexão importante nesta época em que nos revigoramos,  a partir renascimento da Vida, a partir do novo ano:

O Silêncio que dói…

Frente à tragédia que está ocorrendo em Santa Catarina, vocês viram algum “movimento social” se apresentar para realizar trabalhos voluntários?

Uma caravana do MST?

Um grupo do movimento dos assentados de barragens?

Uma equipe dos padrecos que insuflam os índios?

A turma dos quilombolas?

A UNE e o pessoal da sua “caravana da saúde”?

Onde estão os ditos “movimentos sociais”, tão solidários consigo mesmos?

Cadê a CNBB, que interfere em todos os problemas nacionais e especialmente dos desamparados?

Cadê os Sindicatos, tão diligentes?

Cadê a CUT e outras Centrais Sindicais?

Cadê o CEPERGS, tão veemente em favor dos professores?

E as ONGS tão atuantes na Amazônia?

TODOS  SILENCIARAM!!!

(Ainda não classificado. Seja o primeiro a votar.)
Loading ... Loading ...

A Fábula dos Porcos Assados

Minha amiga Fran enviou-me uma mensagem que trazia uma antiga fábula contada na faculdade para satirizar os sistemas burocráticos governamentais. A brincadeira serve com perfeição para explicar as razões da gastança governamental e do peso da carga tributária…

A Fábula dos Porcos Assados

Certa vez, aconteceu um incêndio num bosque onde havia alguns porcos, que foram assados pelo fogo. Os homens, acostumados a comer carne crua, experimentaram e acharam deliciosa a carne assada. A partir daí, toda vez que queriam comer porco assado, incendiavam um bosque! 

Um desses chatos que aparece sempre, resolveu que precisava estudar a questão até que descobriu um novo método.

Mas o que vamos contar é o que aconteceu quando tentaram mudar o SISTEMA para implantar um novo.

Fazia tempo que as coisas não iam lá muito bem: às vezes os animais ficavam queimados demais ou parcialmente crus.

O processo preocupava muito a todos, porque se o SISTEMA falhava, as perdas ocasionadas eram muito grandes – milhões eram os que se alimentavam de carne assada e também milhões os que se ocupavam com a tarefa de assá-los.

Continue reading ‘A Fábula dos Porcos Assados’

(Ainda não classificado. Seja o primeiro a votar.)
Loading ... Loading ...

Política Tributária: saída da crise

Desculpem-me aqueles que, como o prefeito de Campo Grande, pensam o contrário mas a reversão imediata para a desestabilização da economia nacional está exatamente na redução da carga tributária, desde que direcionada à produção e à manutenção dos níveis de consumo.

O assunto é técnico e aborrecido mas vou traduzir.

Em menos de dez anos o volume de impostos pagos pelo brasileiro em relação ao PIB – o total do que se produz no país – passou de 25% para 36%!

Onde foi o dinheiro? Em muitas coisas, principalmente pagamento de juros (porque o governo gasta mais do que arrecada) e em folha de pagamento.

A sociedade suportou isso mas agora temos uma emergência. O governo sabe que o dinheiro dos tributos vem da sociedade, das famílias, das empresas, do consumo e, portanto, se a atividade econômica for reduzida, automaticamente vai faltar dinheiro para os compromissos do próprio governo.

Pois bem, se as famílias e empresas tiverem que pagar menos impostos, poderão gastar e investir mais e automaticamente, farão girar a economia mais rapidamente.

O governo gasta mal e demora para gastar. Basta ver o nível de execução, por exemplo, do orçamento de obras contra enchentes: somente 13% do valor destinado a essas atividades foi empenhado até o mês passado.

Se o governo reduzir sua sanha arrecadadora, permitindo que a sociedade aplique diretamente os recursos de que dispõe, com certeza teremos uma melhora muito rápida das expectativas dos próximos meses.

(Ainda não classificado. Seja o primeiro a votar.)
Loading ... Loading ...

Noções básicas de política econômica para agentes políticos

Incrível: tem político que ainda não desconfiou que tributo vem das atividades econômicas desenvolvidas pela população.

O sítio Campo Grande News publicou matéria informando que o prefeito de Campo Grande garantiu, no sábado, 13, que só aplicará a â??taxa do posteâ? se sua administração for atingida pela crise financeira internacional.

Ele teria afirmado que â??todo mundo está se precavendo, não é mesmo? E eu também preciso me precaver, porque não sei como será a nossa arrecadação no ano que vem, então quero ter esse instrumento à disposição para usar, se for necessário, e se isso não atingir o bolso da população. Não vou aplicar isso se não for necessário, até porque não é do meu feitio enfiar nada goela abaixoâ?.

Algumas noções básicas seriam importantes para o prefeito:

1. Se a arrecadação do município cair, será em função de uma redução da atividade econômica. Até onde eu saiba – eu e qualquer economista, por menos informado ou néscio que seja – aumentar alíquotas ou a carga tributária através de novos tributos, só fará reduzir ainda mais a atividade. Como eu tenho absoluta certeza de que o prefeito não quer provocar desemprego, fica o esclarecimento. Claro que as cidades vizinhas vão adorar saber disso porque, automaticamente seria mais barato instalar-se fora daqui.

2. Uma vez aprovado o tributo, não cabe ao prefeito decidir se vai ou não cobrá-lo. Prefeito é prefeito. Rei é rei. O poder discricionário não lhe cabe no caso. Uma vez aprovada a “taxa do poste”, não cobrá-la constituir-se-á crime de responsabilidade.

Portanto, o melhor é acabar imediatamente com a pretensão. Caso contrário, caberá ao STJ considerar inconstitucional sua cobrança.

Claro que antes disso, vamos promover um enorme movimento de cidadania para mostrar ao prefeito que ele não pode transferir para os cidadãos e suas famílias a responsabilidade pela queda da arrecadação.

(Ainda não classificado. Seja o primeiro a votar.)
Loading ... Loading ...

Resumo da Semana

 
icon for podpress  Standard Podcast: Play Now | Play in Popup | Download

No PodCast desta semana, comento os seguintes temas:

1. Ações do Governo brasileiro para minimizar os efeitos da crise financeira
2. Na contramão, a Câmara de Vereadores de Campo Grande aprova aumento na carga tributária
3. Julgamento da demarcação da TI Raposa Serra do Sol e seus reflexos em MS

(Ainda não classificado. Seja o primeiro a votar.)
Loading ... Loading ...