Monthly Archive for novembro, 2008

Bons exemplos

José Serra, governador de S.Paulo, declarou ontem que vai postergar o recolhimento de 50% do ICMS de Dezembro para Fevereiro.

A medida simples vai deixar mais R$2 Bilhões na economia do estado, gerando emprego, consumo, investimento.

Alguns dirão que o Serra pode fazer isso porque S.Paulo é S.Paulo! Bobagem da grossa. Todos os governadores poderia fazer isso e muito mais. � só encarar a responsabilidade.

Em MS, por exemplo, o governador fez o maior alarde só porque reduziu a pauta fiscal de produtos da cesta básica. Detalhe: o preço de referência do feijão, por exemplo, continua 40% acima do que o mercado está praticando.

Os senhores Governadores deveriam perceber que a crise existe de verdade e que precisam usar suas canetas com sabedoria neste momento.

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Pra rir um pouco

Vamos lá, gente, precisamos de um pouco de divertimento também. 
Nosso cartão postal para o presidente maluquinho do Equador:

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O parto de uma nova ordem

John Elkington é um sociólogo inglês que há mais de 20 anos defende a necessidade de as empresas prestarem atenção ao que ele chama de “Tripla Linha de Base”, constituída por Pessoas, Planeta e Lucro (3P em inglês, People, Planet and Profit).

Elkington sempre advogou algo que, hoje, parece estar se concretizando: o sistema econômico iria passar por um momento muito crítico a partir do qual veríamos nascer outra realidade na qual seriam valorizados outros aspectos que não somente o lucro.

O que se verifica neste momento é que estamos às vésperas de vivenciar uma nova estrutura, uma “nova ordem internacional”.

Nesse novo momento, estará melhor quem considerar o foco nas pessoas e na sustentabilidade da produção, sem o que os lucros serão muito improváveis.

Não se trata de sermão, de filosofia de seita oriental ou de devaneio. Quer sair-se bem a partir de agora? Pense diferente porque o mundo mudou! (aliás, ainda bem).

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Regulação e estabilidade

Em apresentação ontem na Febraban, Henrique Meirelles chamou a atenção para um fato que, embora óbvio, não costuma ser considerado pela sociedade: o risco das operações de crédito não se estabelece em momentos de crise, mas quando o crédito é concedido. Trocando em miúdos, não é agora, depois que a boiada escapou, que adianta fechar a porteira.

Meirelles, que sempre foi muito criticado pela condução bastante inflexível da regulamentação do setor bancário nacional, ainda comentou que “a prudência compensa”.

E pôde fazê-lo com propriedade porque se o sistema financeiro brasileiro está bastante à margem da confusão generalizada nos mercados mais desenvolvidos, deve isso às regras estabelecidas pelo BACEN e não à responsabilidade das instituições.

� para isso que servem os governos: Regulação dos mercados.

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Pensamento do Dia: Warren Buffet

Por maior que seja o talento ou o esforço,

“Algumas coisas exigem tempo. Não dá para produzir um bebê em um mês engravidando nove mulheres”

“Some things just take time. You can’t have a baby in one month by getting nine women pregnant”.

Warren Buffet

economia e sociedade

economia e sociedade

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Biocombustíveis, não por acaso

Marina Silva, na Folha de S.Paulo – 24/11/08

Gandhi disse ser muito difícil medirmos todas as conseqüências de nossa ação, mas que, se não agirmos, nunca poderemos medi-las. O Brasil está sendo medido, na questão dos biocombustíveis, porque agiu. Há mais de 30 anos iniciamos a trajetória que resultou no etanol de cana-de-açúcar e numa experiência e conhecimentos acumulados únicos no mundo. Apostamos na tecnologia, tivemos competência para viabilizá-la em escala comercial e a transformamos em janela de sustentabilidade na produção de energia, até que os biocombustíveis de segunda geração se imponham.

Não por acaso estamos sempre em foco quando se fala de biocombustíveis. Não por acaso a conferência internacional, encerrada na semana passada em São Paulo, atraiu representantes de governos, cientistas, técnicos e organizações da sociedade de mais de cem países. O Brasil foi repetidamente citado pelos participantes como referência no tema.

Partindo desse patamar positivo, deveríamos estar à vontade para enfrentar críticas, até porque elas ajudam a identificar problemas e desafios para aperfeiçoar a cadeia produtiva dos biocombustíveis no país. Mas, como se viu na conferência, ainda há quem se incomode com esse debate, por trás do argumento de que críticas externas são manifestações da agenda oculta de interesses comerciais competidores.

Em respeito a nossas próprias conquistas, é preciso valorizar a discussão dos problemas, quando eles são reais. Do esforço para superá-los é que se alimentará a posição brasileira de vanguarda no setor. Afinal, o que nos interessa não é propaganda, e sim uma nova narrativa para nossa produção, em momento de crise ambiental global.

Antes, a maioria das pessoas adotava apenas critérios técnicos e estéticos para escolher produtos.

Havia pouca ou quase nula preocupação pelas condições ambientais e sociais neles embutidas. Agora, cresce o número dos que exigem mais do que tecnologia e design; querem valores humanos e ambientais. Deveria ser de nosso interesse estimular essa postura de consumo, para quaisquer produtos e especialmente para os biocombustíveis, que tem um DNA brasileiro tão forte.

As críticas externas e internas terão sempre uma certa margem de contaminação pelos diferentes interesses em jogo, mas não podem ser tomadas, por isso, como ruído indesejável. Em mais de 30 anos, seria quase impossível não se ter formado um passivo. Enfrentá-lo significa estabelecer um ponto de inflexão atualizado e estratégico para manter, em novos termos, a enorme vantagem comparativa alcançada.

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Os três pontos de Meirelles

O presidente do BC, Henrique Meirelles, não é só o mais equilibrado (para não dizer o único) técnico do primeiro escalão do governo Lula, mas também, tem uma ótima visão política do cenário nacional e internacional.

Em palestra ontem, Meirelles chamou a atenção para fatos importantes, alguns dos quais tenho defendido aqui e que permanecem à margem das discussões oficiais.

Segundo sua ótica, são três os pontos fundamentais a serem enfrentados pelo Brasil em 2009, a fim de que aproveitemos este momento de re-arranjo do cenário internacional:

1. Reforma Tributária
2. Investimento em Infra-Estrutura
3. Educação

Meirelles sabe do que fala. Um ambiente menos hostil do ponto de vista tributário, reduz substancialmente a necessidade de capital de terceiros (empréstimos).

Infra-estrutura (ai, se o PAC funcionasse…) não só gera empregos e consumo imediatos mas viabiliza investimentos na economia real. Sem energia, estrada, comunicação, não há ambiente para investimento.

Educação, pesquisa e desenvolvimento, tecnologia, know-how, conhecimento, enfim, são gargalos eternos deste país maravilhoso que as elites políticas teimam em desconsiderar, talvez porque precisem do tema no discurso da próxima eleição.

� bom saber que alguém pensa no governo.

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Impostos já renderam R$ 926 bilhões ao governo

O Globo

Faltando 36 dias para o término do ano, o governo federal já arrecadou em tributos a mesma quantia que em 2007: R$ 926 bilhões, de acordo com os cálculos do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT). Esses dados são divulgados no Impostômetro, painel eletrônico instalado na sede da Associação Comercial de São Paulo, no centro da cidade, que calcula quanto o brasileiro paga de tributos, atualizado a cada segundo.

De acordo com o presidente do IBPT, Gilberto Luiz do Amaral, estima-se que até o dia 31 de dezembro de 2008 a arrecadação de tributos chegue a R$1,06 trilhão, o que corresponde a R$134 milhões a mais que o arrecadado no ano anterior.

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Ações dos EUA no combate à crise financeira

Pode parecer estranho mas para imaginar o que vai acontecer com nossa economia em 2009, precisamos acompanhar o que está acontecendo agora nos EUA.

O FED, Banco Central dos Estados Unidos anunciou ontem novos programas de empréstimo que atingirão US$800 bilhões.

A mensagem é clara: o governo americano vai “imprimir” tanto dinheiro quanto seja necessário para ressuscitar o sistema bancário do país. Na prática eles têm essa alternativa, que no Brasil não temos porque a moeda americana tem “curso internacional”, ou seja, é aceita em transações internacionais sem restrição.

Os gigantescos esforços – um para financiar os empréstimos dos consumidores e outro, maior, para reduzir as taxas de hipotecas – foram as mais recentes, mas provavelmente não as últimas, medidas do governo federal para absorver os choques criados com as perdas do sistema financeiro dos EUA e que se espalharam por todos os cantos da economia.

No ano passado o governo americano assumiu cerca de US$7,8 Trilhões em obrigações diretas e indiretas, o que representa algo em torno de metade da economia daquele país e é muito superior aos US$700 bilhões que o congresso autorizou para ser utilizado no plano de resgate do tesouro.

Essas obrigações incluem cerca de US$1,4 trilhões que já foram comprometido com empréstimos, capitalização de bancos e resgate de firmas como a Bear Sterns e AIG mas, também, incluem trilhões de garantias governamentais adicionais para hipotecas, depósitos bancários, empréstimos e fundos de mercado.

Os números são realmente gigantescos, como aliás, toda a economia americana. Sempre existirão aqueles que criticarão a intervenção do Estado na economia mas, neste momento, os EUA, apesar de Bush, estão demonstrando por que são efetivamente os líderes mundiais.

Não importa se um presidente está em fim de mandato ou se o sucessor é seu oponente político. Estão todos focados num objetivo único – e claramente definido – atacar as causas da crise e reduzir ao máximo seu impacto. Lições que nossos governantes deveriam aprender se quisermos assumir nosso posto no mundo.

Quanto melhores forem os resultados da política americana de combate aos efeitos da crise, melhores nossas perspectivas para o ano que vem.

God bless America! =)

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FUNAI: O primeiro podcast

PodCast é um arquivo de audio sobre um determinado tema.
� algo como a leitura de um texto, para simplificar as coisas para quem não está a fim de ler.
Vamos testar. Quero sua opinião.
Abraçothe-klf-3-am-eternal.mp3

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